- Portugal autorizou, de forma condicional, o uso de uma base aérea nos Açores pelos Estados Unidos, no âmbito de operações contra o Irã.
- As condições são: ações defensivas ou de represália, necessárias e proporcionais, com objetivo exclusivo em alvos militares.
- O primeiro-ministro Luís Montenegro disse que Portugal não acompanhou nem subscreveu a ação militar contra o Irã.
- Mesmo assim, Montenegro ressaltou que Portugal mantém uma relação mais estreita com os Estados Unidos do que com o Irã.
- Ele evitou se posicionar sobre a situação envolvendo o governo espanhol e as possíveis represálias dos EUA.
O governo de Portugal autorizou os Estados Unidos a usar uma base aérea nos Açores, em operações contra o Irã, de forma condicionada. A informação foi apresentada ao Parlamento pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
Montenegro explicou que a autorização vale apenas para ações defensivas ou de retaliação, que sejam necessárias e proporcionais, com foco exclusivo em alvos militares. As condições buscam alinhamento com o direito internacional.
O premiê afirmou ainda que Portugal não participou nem subscreveu a ação militar contra o Irã, destacando uma relação mais estreita com os EUA do que com o Irã. Ele respondeu a questionamentos da oposição socialista.
Ao comentar o tema, Montenegro não se posicionou sobre a avaliação das operações, evitando tomar partido em relação aos bombardeios. A declaração reforça a separação entre apoio estratégico e envolvimento direto.
O governo também não comentou situações internacionais paralelas envolvendo a Espanha, com relação a bases militares, evitando críticas abertas ao governo espanhol. A pauta atual concentra-se na base açoriana e no alinhamento com aliados.
Contexto internacional
A discussão sobre uso de bases europeias por EUA volta a ganhar relevância em meio a tensões regionais. O governo português mantém, segundo o chefe do governo, um equilíbrio entre cooperação com aliados e distanciamento de ações militares diretas.
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