- A EDP anunciou reorganização societária para integrar no Brasil 100% da EDP Renováveis, concentrando geração e comercialização em uma única plataforma.
- A operação busca simplificar a estrutura, ampliar sinergias e fortalecer a posição no mercado livre de energia.
- A EDP Renováveis opera no Brasil com 1,8 GW de capacidade instalada (1,1 GW em onshore e 0,7 GW em solar de grande porte).
- A transação tem valor de about R$ 4,1 bilhões (enterprise value de €1,5 bilhão) e deverá ocorrer via aumento de capital, com conclusão prevista até o final de 2026, sujeito a aprovações regulatórias.
- O executivo destacou que o Brasil enfrenta excesso de oferta de renováveis e que a abertura do mercado livre representa oportunidade, com foco também em armazenagem de energia no longo prazo.
A EDP informou nesta terça-feira, 19, que fará uma reorganização societária no Brasil. A empresa passa a integrar 100% da EDP Renováveis no País, concentrando geração e comercialização em uma única estrutura. A medida visa simplificar operações, ampliar sinergias e fortalecer a posição no mercado livre de energia.
De acordo com o CEO da EDP para a América do Sul, João Brito Martins, a reorganização não aponta crescimento esperado em renováveis no Brasil nos próximos anos. O foco é preparar o grupo para os desafios do setor e para a abertura do mercado livre.
A EDP Renováveis atua no Brasil com 1,8 GW de capacidade instalada, sendo 1,1 GW em eólica onshore e 0,7 GW em solar de grande porte. A integração pretende facilitar a tomada de decisões, a eficiência operacional e a gestão de risco.
O movimento ocorre em meio ao excesso de oferta de renováveis no Brasil e à necessidade de ajustes para evitar curtailment, quando a geração é interrompida por falta de demanda. O setor mira a abertura gradual do mercado para novos perfis de consumidores.
A operação brasileira reunirá produção, gestão de energia e comercialização em uma plataforma única. Segundo Martins, a integração aumenta agilidade e a capacidade de oferecer soluções diferenciadas aos clientes.
A transação tem valor estimado em 4,1 bilhões de reais, correspondente a um enterprise value de 1,5 bilhão de euros, e será realizada por meio de aumento de capital. A conclusão está prevista para o fim de 2026, sujeita a aprovações regulatórias.
Além disso, a empresa sinaliza foco global em grandes mercados de baterias. Nos EUA já operam 500 MW de projetos de armazenamento; no Chile, há um projeto de 60 MW previsto para entrar em operação neste ano. O Brasil também pode atuar no segmento assim que houver condições de mercado.
A notícia reforça a estratégia de longo prazo da EDP no Brasil, país onde a companhia completa 50 anos em 2024. Martins afirma que o Brasil continua sendo uma oportunidade relevante, especialmente no segmento de distribuição.
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