- O diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a África alerta para não subestimar o surto de Ebola, que segue restrito à República Democrática do Congo e a Uganda.
- Segundo o Ministério da Saúde da RDC, são 160 mortes suspeitas, 670 casos suspeitos e 61 casos já confirmados.
- Dois casos foram confirmados em Uganda.
- A epidemia é da cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina disponível.
- A OMS diz que basta um único contato para ampliar o risco, e solicita atenção e cooperação internacional para conter o surto.
O surto de Ebola tem sido considerado grave pela OMS para a África. O diretor regional da organização, em Genebra, alertou que não se pode subestimar o risco, pois um único caso pode ampliar a transmissão para a RDC e Uganda. O alerta é feito enquanto o surto permanece contido até o momento.
Segundo dados do Ministério da Saúde da RDC, até quinta-feira foram registrados 670 casos suspeitos, com 160 mortes e 61 confirmações. Dois casos também foram confirmados em Uganda, aumentando a vigilância na região.
O vírus em circulação pertence à cepa Bundibugyo, para a qual ainda não há vacina disponível. O chefe regional da OMS destacou a necessidade de cooperação entre países para controle rápido e resposta eficaz diante da ameaça.
Basta um único contato para ampliar o contágio, ressaltou Janabi. Ele enfatizou a importância de atenção internacional proporcional à gravidade do surto e de ações conjuntas para evitar disseminação transfronteiriça.
Contexto global
O diretor da OMS lembrou que o Ebola recebe menos atenção global do que outros surtos recentes, como o hantavírus que atingiu passageiros de cruzeiro de várias nacionalidades. A OMS ressalta a necessidade de monitoramento contínuo e resposta coordenada.
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