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SUS amplia acesso à saúde com parceria com hospitais de excelência

Seminário destaca avanços da parceria entre o SUS e hospitais de excelência, com R$ 3,6 bilhões em isenções fiscais e 145 projetos, ampliando acesso e diagnósticos

Foto: Gustavo Glória / MS
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  • O Ministério da Saúde realizou, entre 8 e 10 de junho, em Brasília, o 3º Seminário Anual de Avaliação do Proadi-SUS, apresentando diretrizes para 2027 a 2029.
  • O Proadi-SUS está no último ano do sexto triênio (2024-2026) com cento e quarenta e cinco projetos, apoiados por investimentos de aproximadamente R$ 3,6 bilhões em isenções fiscais.
  • Destaques: projeto DNA-HPV, em parceria com a Beneficência Portuguesa de São Paulo, para rastreamento do câncer de colo de útero; o Super Centro Brasil de Diagnóstico ao Câncer, com até 400 mil laudos por ano, já realizou 31 mil laudos entre outubro de 2025 e maio de 2026.
  • Na saúde indígena, o projeto de telessaúde e estratégias remotas, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, reduziu em 85% as remoções para tratamento fora da aldeia e alcançou 94% de resolução de atendimentos nas comunidades.
  • Sete hospitais de excelência integram as ações do programa: A. C. Camargo Câncer Center, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Einstein, HCOR, Moinhos de Vento e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, com foco em acesso, inovação e transformação digital.

O Ministério da Saúde realizou, de 8 a 10 de junho, em Brasília, o 3º Seminário Anual de Avaliação de Projetos do Proadi-SUS. O encontro reuniu gestores públicos, especialistas, representantes de hospitais de excelência, conselhos de saúde, universidades e órgãos de controle para debater avanços e desafios do programa.

O objetivo foi apresentar diretrizes para o período 2027-2029, alinhadas à agenda estratégica do governo e às metas de melhoria do acesso e da qualidade da saúde. A reunião destacou a integração entre projetos, gestão hospitalar e inovação em saúde.

O evento ocorreu no contexto do atual estágio do Proadi-SUS, no 6º triênio (2024-2026), com 145 projetos em implantação e investimentos estimados em 3,6 bilhões de reais em isenções fiscais. Os resultados buscados incluem maior eficiência e melhoria de atendimento.

Avanços e diretrizes

Entre os avanços, houve ênfase no combate ao câncer por meio de iniciativas como o DNA-HPV, parceria com a BP Beneficência Portuguesa, que ampliou o rastreamento de colo do útero com insumos e testes moleculares. A rede engloba diagnósticos e prevenção.

Outro projeto destacado é o Super Centro Brasil de Diagnóstico ao Câncer, em parceria com o Hospital ACCamargo. O programa realizou 31 mil laudos entre outubro de 2025 e maio de 2026, com previsão de até 400 mil laudos por ano, visando tratamento mais ágil.

Na saúde indígena, o projeto de tecnologias remotas para avanços na assistência especializada em territórios indígenas reduziu em 85% a necessidade de remoção para tratamento fora da aldeia, com alta resolução de atendimentos. A secretária Lucinha Tremembé ressaltou os impactos positivos.

Na área de saúde digital, o telessaúde e a formação de profissionais aparecem como pilares. O projeto ATEM, com o Einstein Hospital, forma médicos especialistas do SUS em oncologia, cardiologia e gastroenterologia, ampliando a capacidade de atendimento.

Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital, destacou que os ganhos resultam de uma troca de experiências entre hospitais e o SUS, com aprendizado mútuo e potencial para inovação em toda a rede.

Parcerias e atuação

O Proadi-SUS envolve sete hospitais de excelência: A.C. Camargo, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Einstein, HCOR, Moinhos de Vento e Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Os hospitais atuam com foco multieixo, cobrindo diversas áreas da saúde.

Representantes dos hospitais enfatizaram a relação estreita com as políticas nacionais e a importância da pactuação contínua para que os resultados sejam reais e ampliem o alcance do sistema público.

O seminário também reiterou que a próxima etapa do programa reforçará equidade, continuidade de projetos e a capacidade de enfrentar desigualdades regionais, mantendo o foco na inovação e na melhoria operacional do SUS.

Tatiany Volker Boldrini

Ministério da Saúde

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