- O grupo de ransomware Play afirmou ter roubado dados privados da MyPillow, empresa de Mike Lindell, com prazo até sexta-feira para contato; Lindell nega o hackeamento e diz que é golpe político.
- O FBI informou que o grupo Silent Ransom Group está indo além: pessoas são enviadas aos escritórios para obter acesso direto aos computadores e copiar dados, em prática rara até então.
- A empresa BusPatrol planeja deixar seus dados de vigilância de placas de carros disponíveis às autoridades sem necessidade de mandado, convertendo câmeras de ônibus escolares em leitores de placas móveis.
- Estudos indicam que desligar o sistema ShotSpotter, que detecta disparos, reduziu em quatro minutos o tempo de resposta da polícia de Chicago para chamadas 911 não relacionadas a tiros.
- Lindell foi condenado em ações de difamação nos Estados Unidos envolvendo Eric Coomer e a empresa Smartmatic, com valores de danos determinados em julgamentos.
Nos EUA, um grupo de ransomware, conhecido como Play, afirmou ter usado dados internos de MyPillow, empresa de artigos para casa de Mike Lindell, fundador também envolvido na disputa política local. A alegação foi publicada na dark web na última segunda-feira; a empresa de Lindell nega qualquer violação. A divulgação incluiu supostos documentos, dados financeiros e informações de clientes. A timeline aponta prazo até sexta para contato antes da publicação online.
Lindell disse que não houve violação de dados e classificou a acusação como uma manobra política relacionada a sua pré-candidatura ao governo de Minnesota. O caso ocorre em meio a controvérsias legais envolvendo Lindell ligadas a processos de difamação e acusações sobre eleição de 2020. As autoridades ainda não confirmaram a extensão das alegações da operação Play.
Ransomware que age na prática
O FBI informou que o grupo Silent Ransom Group (SRG) tem adotado táticas extremas para obter dados, enviando pessoas aos escritórios para facilitar intrusões presenciais. A estratégia envolve acesso direto a computadores, com exfiltração para discos externos. Pesquisadores apontam que esse tipo de ação é pouco comum e pode exigir freelancers sem vínculos claros com os autores.
Os investigadores ressaltam que a SRG foca em escritórios de advocacia, aumentando o vigilantismo de segurança e riscos de violação de dados. Não há informações públicas sobre a identidade dos indivíduos envolvidos nas visitas aos locais. A agência ressalta que esse comportamento eleva a imprevisibilidade e o custo de resposta para as vítimas.
BusPatrol compartilha dados com a polícia
A BusPatrol, empresa de vigilância por câmeras em ônibus escolares nos EUA, anunciou a transformação de dados de placas em leitura automática sem necessidade de mandado. A medida amplia o acesso a informações sobre veículos que passam pelos ônibus. Originalmente, a tecnologia servia para multar veículos que passam parados, aumentando a fiscalizaçã o.
A decisão gerou debates sobre privacidade e uso de dados por autoridades. A empresa afirma que a ferramenta facilita a segurança viária, principalmente em casos de sequestro ou fuga de criminosos. A discussão envolve ainda padrões legais e salvaguardas a serem adotadas pelo setor público.
Disciplina de resposta a emergências em Chicago
Estudos universitários avaliaram o impacto da desativação do sistema ShotSpotter na cidade de Chicago. A análise indicou que, nos seis meses após a suspensão, o tempo de resposta a chamadas não ligadas a disparos diminuiu em cerca de quatro minutos em áreas específicas. O levantamento comparou períodos anteriores e posteriores à mudança.
O trabalho considera que o sistema poderia ter gerado sinais falsos, desviando recursos para situações não prioritárias. Autores destacam a necessidade de avaliar métricas de desempenho de resposta e a eficácia de tecnologias de detecção de incidentes. O City Hall não comentou a conclusão até o momento.
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