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Padrão global de cibersegurança para dispositivos domésticos inteligentes avança

CSA lança selo PSV de segurança para IoT, promovendo certificação global e informações acessíveis para consumidores avaliarem dispositivos conectados

The Verified Product Security Mark is a new labeling program from the CSA designed to help users easily identify what cybersecurity protections an IoT device has in place.
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  • A Connectivity Standards Alliance lançou a IoT Device Security Specification 1.0 e o rótulo Product Security Verified (PSV Mark) para certificar a segurança de dispositivos IoT domésticos.
  • Dispositivos que cumprirem a especificação poderão obter o PSV Mark após passar por um processo de certificação, com previsão de primeiros lançamentos nesta temporada de festas.
  • Exige identidade única, ausência de senhas padrão, armazenamento e comunicações seguras, atualizações seguras e gestão de vulnerabilidades, entre outros requisitos de segurança.
  • O programa é voluntário e busca reconhecimento em governos, facilitando certificação única para vender em mercados diferentes.
  • Participam empresas como Google, Amazon, Signify (Philips Hue) e fabricantes de chips como Arm, Infineon e NXP; haverá banco de dados público e API para verificação das certificações.

A Connectivity Standards Alliance (CSA), organização responsável pelo padrão Matter, anunciou uma nova etiqueta de produto para facilitar a avaliação da segurança de dispositivos de casa inteligente. O objetivo é criar uma certificação global de cibersegurança para IoT de consumo.

A CSA apresentou a Especificação de Segurança de Dispositivos IoT 1.0, um padrão de base e um programa de certificação. Dispositivos que cumprirem o requisito poderão ostentar o Selo PSV, indicativo de que passaram por requisitos para resistir a ataques e invasões, protegendo a privacidade do usuário.

PSV Mark como nova referência global

A iniciativa visa oferecer uma certificação reconhecida internacionalmente, simplificando a conformidade para fabricantes que atuam em vários mercados. Empresas como Google, Amazon, Signify ( Philips Hue) e diversos fabricantes de chips participam do desenvolvimento.

Segundo Tobin Richardson, CEO da CSA, produtos com PSV podem surgir já nesta temporada de compras. O selo também permitirá acessar informações adicionais via código, URL ou QR colocado no rótulo.

A exigência mínima envolve o IoT Device Security Specification 1.0 e a passagem por um laboratório autorizado para certificação. Entre os requisitos: identidade única do dispositivo, ausência de senhas padrão, armazenamento seguro de dados e atualizações seguras.

Escopo e requisitos técnicos

A certificação cobre, entre outros itens, armazenamento e transmissão segura de informações, gestão de vulnerabilidades e documentação pública sobre suporte de segurança. O programa é voluntário e se aplica a lâmpadas, interruptores, termostatos e câmeras, entre outros.

A CSA afirma que o PSV Mark já foi reconhecido pela Agência de Segurança Cibernética de Singapura e busca reconhecimento mútuo com programas nos EUA, UE e Reino Unido. A expectativa é facilitar a venda em diferentes regiões com um único processo.

Implementação e próximos passos

Para obter o PSV Mark, fabricantes devem responder a um questionário e apresentar evidências. A CSA planeja recertificações a cada três anos e prevê inclusão de um processo de resposta a incidentes para correção de falhas antes da recertificação.

A CSA também planeja manter um banco de dados público de produtos certificados e oferecer uma API com informações sobre o status de segurança. A ideia é permitir que plataformas de casas inteligentes alertem usuários sobre o estado de cada dispositivo.

Contexto regulatório e impactos

A iniciativa se soma à aprovação pela FCC de um programa de rotulagem de cibersegurança para IoT nos EUA. Os dois programas são voluntários e não substituem outras certificações, mas visam ampliar padrões de segurança em escala global.

Especialistas destacam que a certificação não elimina vulnerabilidades, mas estabelece um conjunto mínimo de salvaguardas. A CSA prevê atualização contínua da especificação e um processo de recertificação periódico para acompanhar evoluções do setor.

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