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PF, bancos e BNDES firmam acordo contra cibercrimes e golpes digitais

Parcerias vão compartilhar dados para mapear fintechs irregulares e interromper golpes digitais envolvendo o Pix

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  • PF, Febraban e BNDES firmaram acordo para ampliar a integração entre autoridades e instituições financeiras no combate a cibercrime, lavagem de dinheiro e crime organizado no sistema financeiro.
  • O objetivo é compartilhar dados financeiros e informações de investigações, dentro da lei, para identificar rotas de lavagem e mapear fintechs irregulares.
  • o acordo surge após a Operação Carbono Oculto, a maior ação contra o crime organizado no país, que revelou infiltração de facções na cadeia de combustíveis, no sistema financeiro e em fintechs.
  • Dos 350 alvos da operação, 42 estavam na região da Faria Lima, levantando alerta sobre o uso do mercado formal para lavagem de dinheiro.
  • Entre janeiro e setembro deste ano, foram cerca de 28 milhões de fraudes envolvendo o Pix, com golpes praticados por celular, redes sociais e apps, em ritmo acelerado.

A Polícia Federal, a Febraban e o BNDES assinaram um acordo nesta segunda-feira, 22, com o objetivo de reforçar o combate ao cibercrime, à lavagem de dinheiro e à atuação do crime organizado no sistema financeiro. A parceria busca aumentar a integração entre autoridades e instituições financeiras, com compartilhamento de dados dentro da lei.

O acordo prevê o intercâmbio de informações financeiras e de investigações entre os participantes, visando identificar rotas de lavagem e mapear fintechs usadas de forma irregular para interromper golpes digitais. A cooperação ocorre de forma estruturada, respeitando limites legais.

A iniciativa surge em resposta a crimes que se profissionalizaram no Brasil, que utilizam tecnologia digital, plataformas online e sistemas de pagamento para aplicar fraudes em grande escala. O objetivo é atacar diretamente a infraestrutura que sustenta essas atividades criminosas.

A parceria acontece quase quatro meses após a Operação Carbono Oculto, considerada a maior ação contra o crime organizado no país. A operação revelou infiltração de facções na cadeia de combustíveis, no setor financeiro tradicional e em fintechs.

Entre os 350 alvo da Carbono Oculto, 42 estavam na região da Faria Lima, em São Paulo, acendendo o alerta sobre o uso do mercado formal para lavagem de dinheiro. Ao longo de 2023, o Brasil registrou cerca de 28 milhões de fraudes envolvendo o Pix.

Segundo as autoridades, grupos criminosos utilizam contas digitais, empresas de fachada e sistemas de pagamento instantâneo para movimentar recursos ilícitos com rapidez. A tecnologia empregada avança mais rápido que os mecanismos de fiscalização.

Com o novo acordo, espera-se mapear rotas de lavagem de dinheiro, identificar fintechs irregulares e interromper cadeias de golpes que atingem milhões de brasileiros. O grande desafio é acompanhar a velocidade e a sofisticação do crime digital.

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