- O tratado New START expirou nesta quinta-feira, sem acordo entre Rússia e EUA sobre os próximos passos, deixando de haver limites formais para seus arsenais nucleares estratégicos.
- Especialistas alertam para possível corrida armamentista e citam o aumento nuclear da China como fator adicional de insegurança.
- A Rússia disse estar preparada para tomar contramedidas, mas busca estabilizar a situação por via diplomática; o governo americano não respondeu formalmente até o momento.
- O presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu manter as principais disposições do tratado por mais um ano, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, busca um acordo que inclua a China.
- A China afirmou lamentar o fim do tratado, pediu retorno ao diálogo sobre estabilidade estratégica e reiterou que não participará de negociações de redução de armas entre Rússia e EUA, mantendo seu arsenal no nível mínimo necessário à segurança nacional.
O tratado New START, que limitava mísseis, lançadores e ogivas estratégicas entre Rússia e EUA, expirou nesta quinta-feira, 5 de dezembro, sem acordo sobre o futuro do regime de controle de armas. A notícia marca o fim de um dos últimos pilares de cooperação nuclear pós-Guerra Fria.
Especialistas apontam que a ausência de limites aumenta a incerteza estratégica entre as duas potências e pode estimular uma corrida armamentista. Também destacam o papel do crescimento nuclear da China como fator disruptivo no cenário.
Putin propôs que Moscou e Washington adotem por mais um ano as disposições centrais do tratado, mas a resposta formal dos EUA não ocorreu até o momento. O presidente Donald Trump afirmou desejar um acordo que inclua a China, enquanto Pequim não participa de negociações bilaterais com os demais países.
Em nota publicada na véspera da expiração, a Rússia criticou a atuação dos EUA, afirmando que o tratado perdeu vigência e que as partes permanecem livres para definir os próximos passos. O comunicado cita preparação para contramedidas militares, se for necessário, para preservar a segurança nacional.
A Casa Branca não fez declarações públicas sobre o caminho a ser seguido. O governo federal informou que Trump decidiria o rumo do controle de armas nucleares em seu próprio cronograma.
Reações internacionais
O Ministério das Relações Exteriores da China disse que a extinção do acordo é lamentável e pediu retorno ao diálogo sobre estabilidade estratégica. O texto chinês reforça que a China não participa das negociações entre EUA e Rússia e mantém estratégia nuclear de autodefesa.
A China reforça que suas forças nucleares estão no mínimo necessário para a segurança nacional e que não pretende reduzir o papel de suas armas neste momento. A instituição enfatiza, ainda, a necessidade de respostas construtivas de Washington.
O Kremlin afirmou que a Rússia está aberta a negociações sobre segurança, mas enfrentará novas ameaças com medidas proporcionais. A imprensa internacional acompanha o desenrolar, com foco em como os EUA e a Rússia vão gerenciar incertezas e trilhar caminhos diplomáticos.
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