- A Polícia Metropolitana confirmou o uso de IA da Palantir para analisar dados internos sobre adoecimentos, ausências ao serviço e padrões de horas extras, buscando identificar falhas de padrões profissionais.
- O objetivo é um piloto de duração limitada que combine dados de várias bases internas para detectar padrões de comportamento entre oficiais e staff.
- A Polícia Federation critica a abordagem, chamando-a de “suspeita automatizada” e cobrando supervisão humana, processos justos e transparência.
- A força afirma haver evidência de correlação entre altos níveis de adoecimento, ausências e horas extras e falhas de padrões, cultura e comportamento.
- A iniciativa gerou debate sobre contratos de tecnologia e transparência, com discussão sobre o papel da IA na fiscalização interna e nas decisões disciplinares.
O Metropolitano de Londres confirmou o uso de ferramentas de IA fornecidas pela empresa norte-americana Palantir para analisar dados internos de policiais e funcionários. O objetivo é identificar padrões de comportamento que indiquem falhas de padrões profissionais. A iniciativa é parte de um piloto de curto prazo que agrega informações de vários bancos de dados internos, incluindo índices de adoção, ausências e horas extras.
A operação envolve o monitoramento de sinais como níveis de doença, faltas ao serviço e sobrecarga de horas extras para apontar possíveis lacunas em padrões de conduta. A Met afirma que os sistemas ajudam a identificar as tendências, mas as decisões sobre padrões, desempenho ou outras questões ficam a cargo dos oficiais.
Reação e contexto
A Federação de Polícia, que representa os oficiais, criticou o uso dizendo tratar-se de uma forma de suspeita automatizada. A entidade destacou a necessidade de supervisão adequada, processos justos e julgamento humano, temendo interpretações equivocadas diante de pressões de trabalho. A força de 46 mil membros enfrenta controvérsias que vão de falhas na seleção de pessoal a casos de discriminação.
A Met ressalta que o objetivo é elevar padrões e melhorar a cultura interna. Os dados são cruzados com várias bases já existentes, e, segundo a polícia, o piloto não substitui a avaliação humana, mas aponta áreas para acompanhamento. A iniciativa ocorre em meio a debates sobre transparência de contratos da Palantir com o setor público no Reino Unido.
Entre na conversa da comunidade