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Cartel CJNG no México adota IA, drones e redes sociais

Com a morte de El Mencho, o CJNG pode redesenhar o mapa do tráfico global, expandindo IA, drones e redes sociais na sua estratégia operacional

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  • O chefe Nemesio Rubén “El Mencho” Oseguera Cervantes foi morto neste fim de semana por Forças Especiais do Exército mexicano, em Tapalpa, Jalisco.
  • O CJNG atua em quase todo o México e em outros continentes, com atividades que vão do tráfico de fentanyl à extorsão, migração irregular, roubo de petróleo e armas.
  • O cartel ganhou poder ao incorporar tecnologia, redes sociais e inteligência artificial, mantendo uma estrutura interna flexível para recrutamento e operações.
  • TikTok tem sido usado como ferramenta de recrutamento, e drones com explosivos são empregados para ataques contra rivais e áreas vulneráveis.
  • Mesmo com a morte do líder, autoridades apontam que o CJNG opera como rede com vários mandos e franquias, o que pode manter sua capacidade de atuação.

O Exército mexicano confirmou a morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, chefe do cartel CJNG, em Tapalpa, Jalisco. A operação, realizada neste fim de semana, envolve forças especiais e mudanças potenciais no equilíbrio de poder do tráfico de drogas no México. Autoridades federais afirmam que a perda de liderança pode provocar reorganização, violência e novas táticas do grupo.

Especialistas apontam que o CJNG utilizava tecnologia para expandir controle, intimidação e redes de financiamento. O cartel tinha presença em quase todo o México e em outros continentes, com atividades que vão além do tráfico de fentanyl, incluindo extorsão, contrabando de migrantes, furtos e comércio de armas.

Origem, expansão e estrutura

O CJNG tem raízes no velho Cartel de Sinaloa e emergiu como força dominante após a morte de Ignacio Coronel Villarreal. Inicialmente conhecido como Los Mata Zetas, o grupo ganhou notoriedade em 2011 e cresceu com a substituição de lideranças após prisões e extraditações. A partir de 2010, sob Oseguera Cervantes, houve aceleração na produção e no tráfico de metanfetamina, com expansão para novas linhas de negócio.

Tecnologia e alcance global

A atuação do CJNG se fortaleceu com o uso de drones, redes sociais e ferramentas digitais para recrutamento e fraude. Investigações apontam que o grupo opera em mais de 40 países, com uma estrutura financeira paralela chamada Los Cuinis, ligada a operações de lavagem de dinheiro em comércio internacional e criptomoedas. Estudos indicam que o uso de plataformas como TikTok tem facilitado a observação de jovens para infiltração em atividades criminosas.

Drones e violência

Os ataques com drones tiveram papel central na estratégia do CJNG, especialmente em Michoacán e Guerrero. Drones adaptados com explosivos geraram mortos, feridos e deslocamentos. Dados oficiais indicam aumento gradual de ataques aéreos entre 2020 e 2023, com ampliação de áreas de atuação e tipos de alvos.

Situação atual e perspectivas

As autoridades ressaltam que, mesmo com a morte de El Mencho, o CJNG opera como uma rede com múltiplos comandantes e franquias logísticas, o que reduz o impacto imediato da perda de um líder. Especialistas ressaltam que a fragmentação pode abrir espaço para novas células, ao mesmo tempo em que oferece oportunidades para desmantelamento de estruturas criminosas com o uso de novas tecnologias.

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