- Durante ataques israelenses em Teerã, usuários do aplicativo BadeSabah receberam notificações push pedindo rendição, com mensagens prometendo anistia a quem se entregar.
- As mensagens, com títulos como “Help is on the way”, foram recebidas por volta das 10h02 e 10h14, dirigidas a membros militares iranianos.
- Especialistas em cibersegurança confirmaram o recebimento das notificações, mas não conseguiram identificar a fonte do hack nem houve reivindicação de autoria.
- Analistas sugerem que a operação pode ter sido planejada com antecedência e pode envolver atuação entre estados, com mensagens de “ajuda” estrategicamente cronometradas.
- O Irã enfrenta queda de connectivity e interrupções de serviços de comunicação, com redes móveis, telefônicas e de internet amplamente afetadas; IRNA voltou online, ISNA permanece fora do ar.
O aplicativo de oração hackeado enviou mensagens de rendição a usuários iranianos durante ataques israelenses e dos EUA contra o Irã. Nove notificações, com o título Help is on the way, pedem que membros das forças militares iranianas se rendam, alegando amnistia para quem colaborar com a nação. As mensagens chegaram por volta das 10h, horário local.
Analistas de cyberssegurança confirmaram que usuários de BadeSabah receberam as notificações próximas aos ataques, mas não identificaram a origem do hack. Especialistas ressaltam que a autoria ainda é incerta, com a possibilidade de atuação de diferentes grupos ou até de atores estatais, ainda sem reivindicação.
Ao mesmo tempo, o Irã realizou ataques retaliatórios contra bases militares na região, com explosões reportadas em Bahrin, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar. Diversos mísseis teriam sido interceptados, conforme relatos de agências de defesa. A região vive uma escalada militar desde o início do fim de semana.
Acesso à internet no Irã tem ficado instável, com quedas significativas no tráfego e interrupções em serviços de telefonia, SMS e dados móveis. Dados de NetBlocks indicam uma queda acentuada na conectividade, enquanto centros de dados iranianos relatam perdas de conectividade internacional. O uso de VPN também se tornou dificultado.
Relatos indicam que agências de notícias estatais ligadas ao Irã sofreram ciberataques, com interrupções temporárias de sites. Enquanto IRNA voltou a operar, ISNA permanecia fora do ar no momento da publicação. A situação reforça o ambiente de guerra cibernética e de restrições de comunicação no país.
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