- O Departamento de Segurança Interna abriu uma investigação interna sobre alegações de que Gregory Bovino, oficial de fronteira, fez comentários depreciativos sobre a fé judaica do procurador federal de Minnesota, Daniel Rosen, durante uma ligação em janeiro.
- Segundo o New York Times, Bovino teria zombado do Shabat de Rosen e usado a expressão “povo escolhido” de forma desdenhosa na conversa.
- A apuração ocorreu depois que Bovino pediu uma reunião com Rosen para pressionar o escritório do procurador a endurecer a resposta contra supostos obstáculos à atuação dos agentes federais na lei de imigração.
- Bovino foi removido da liderança da Operação Metro Surge após dois casos de violência envolvendo agentes federais; Tom Homan foi designado para conduzir a retirada de parte dos agentes em Minnesota.
- Separadamente, a promotoria do Condado de Hennepin anunciou investigação criminal que pode incluir Bovino e outros agentes, inclusive por incidentes, como o lançamento de uma lata de fumaça contra manifestantes em 21 de janeiro; o DHS reforçou que a responsabilidade é federal e não estadual.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) abriu uma apuração interna sobre supostas observações depreciativas de Gregory Bovino, oficial sênior da Patrulha de Fronteiras, a respeito da fé judaica do principal prosecutor federal de Minnesota, Daniel Rosen. A informação foi publicada pelo New York Times, citando documentos e fontes familiarizadas com o caso.
A investigação se refere a uma chamada telefônica em 12 de janeiro com procuradores estaduais. Segundo a imprensa, Bovino teria feito comentários sarcásticos sobre a observância do Shabat e utilizado o termo utilizado para designar o coletivo judeu de forma pejorativa, durante o diálogo.
John Breckenridge, investigador especial da Alfândega e Proteção de Fronteira, afirmou ter aberto uma apuração oficial para apurar alegações de conduta não profissional. A DHS disse que esse procedimento é padrão e não confirma conduta indevida.
Contexto da operação e desdobramentos
Bovino deixou a liderança da operação Metro Surge após agentes federais matarem duas pessoas em Minnesota. O episódio levou a uma intervenção de Tom Homan, designado pelo governo para gerenciar a operação, com indicação de redução gradual da força de about 3 mil agentes.
Paralelamente, a promotora distrital de Hennepin, Mary Moriarty, informou que investiga possível atuação irregular de agentes federais, incluindo Bovino. A apuração envolve 17 casos, entre eles uma cena em que Bovino é visto atirando granada de fumaça contra manifestantes em 21 de janeiro.
A DHS ressaltou que a atuação de autoridades federais em serviço é imune a responsabilidades em leis estaduais. Moriarty criou um portal online para envio de fotos, vídeos e depoimentos relacionados à Metro Surge.
A promotoria estadual enfatizou que não teme a batalha jurídica e que a investigação visa instrução adequada dos fatos. Moriarty afirmou que a operação causou danos à comunidade.
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