- Nesta terça, dez, a Casa de Custódia de Ponta Grossa instalou câmeras na área externa da cela de Filipe Martins, conforme o vice‑presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, Ricardo Arruda.
- Martins será transferido para uma nova cela, também individual e monitorada, com paredes pintadas; a atual é revestida em chapisco e o espaço é de menos de quatro metros quadrados.
- A medida ocorreu após pressão para que o governador Ratinho Júnior atuasse no caso, com envolvimento de Eduardo Bolsonaro na campanha para que o chefe do Executivo agisse.
- O ex‑assessor já havia sido transferido com urgência ao Complexo Médico Penal do Paraná após um princípio de rebelião; a unidade não tem estrutura para conter revolta.
- O ministro Alexandre de Moraes mandou reverter a decisão sobre a transferência e determinou vistoria no local; a operação, no sábado, contou com helicópteros, OAB e Ministério Público, sem a defesa presente.
A Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR) instalou câmeras de segurança na área externa da cela em que está Filipe Martins nesta terça-feira (10). A informação foi repassada pelo vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, Ricardo Arruda (PL), durante visita à unidade.
A medida ocorreu após pressão pública sobre o governador Ratinho Júnior (PSD) para atuar no caso. O entorno de Martins informou à Gazeta do Povo que o chefe do Executivo vinha resistindo a ações que gerassem desconforto com o ministro do STF Alexandre de Moraes. Entre os atores esteve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que incentivou a posição.
Arruda afirmou que, ao final da visita, todas as solicitações foram atendidas. Além das câmeras, Filipe Martins será transferido para uma cela nova, também individual e monitorada, com paredes pintadas. A atual, em chapisco, é menor que quatro metros quadrados e já provocou ferimentos em batidas acidentais.
Medidas e contexto operacional
A família de Martins destacava a ausência de monitoramento como preocupação maior, sobretudo diante de declarações da unidade sobre a possibilidade de revolta entre detentos. Martins havia sido transferido com urgência ao Complexo Médico Penal do Paraná após um princípio de rebelião.
O ministro Alexandre de Moraes mandou reverter a decisão sobre a transferência, após um ofício da Polícia Penal do Paraná que citou urgência operacional, sem mencionar rebelião. Moraes também determinou uma vistoria no local. A operação ocorreu neste sábado (7) e contou com helicópteros, além da participação da OAB e do Ministério Público do Paraná, sem a participação da defesa.
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