- Grupo ligado ao Irã, Handala, reivindicou ataque cibernético à empresa norte‑americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação a ofensiva contra o Irã.
- Alega ter destruído mais de duzentos mil sistemas e extraído cinquenta terabytes de dados da Stryker, atingindo escritórios em setenta e nove países.
- Handala afirma que o ataque começa “um novo capítulo” da guerra cibernética e direciona ameaças a líderes israelenses e grupos de pressão.
- A Stryker informou interrupção global da rede em seu ambiente da Microsoft, sem indícios de ransomware ou malware, e que o incidente está contido.
- Em semanas anteriores, o grupo também reivindicou ataques a empresas de Israel e do Golfo Pérsico, e afirmou ter acesso a câmeras de segurança em Jerusalém.
O grupo Handala, ligado ao Irã, reivindicou nesta quarta-feira 11 a autoria de um ciberataque a Stryker, gigante americana de tecnologia médica. A ofensiva seria retaliação a ações militares contra o Irã, segundo a entidade.
Segundo o grupo, o ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados da Stryker, atingindo escritórios da empresa em 79 países. Handala afirmou que os dados estão agora nas mãos dos povos livres do mundo.
A Stryker informou ter registrado uma interrupção global da rede em seu ambiente da Microsoft, com início pouco após a 1h desta quarta. A empresa disse não haver indícios de ransomware ou malware e que o incidente está contido.
Impacto e desdobramentos
O grupo Handala disse que a operação foi um “começo” da guerra cibernética e que atacou também a Verifone, conforme alegações ainda não verificadas pela AFP. Especialistas destacam atuação já associada ao regime iraniano, segundo a Check Point.
Relatórios da Google Threat Intelligence apontam que Handala tem utilizado hackeamento, vazamento de dados e doxxing para ampliar medo e incerteza. A liderança da Stryker não respondeu a pedidos de comentário até o momento.
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