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Grupo ligado ao Irã afirma hackear empresa dos EUA em retaliação a Minab

Grupo iraniano Handala afirma ter hackeado a Stryker, provocando disrupção global e retaliação ao ataque à escola de Minab

Iranian rescue workers work among the rubble of damaged residential buildings in central Tehran, Iran, on 12 March 2026.
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  • O grupo Handala, ligado ao Irã, afirmou ter hackeado a Stryker Corporation, empresa norte-americana de dispositivos médicos sediada em Michigan, causando interrupções globais em seus sistemas.
  • A alegação é uma retaliação ao bombardeio de uma escola em Minab, no Irã, e amplia o confronto regional para o âmbito cibernético.
  • A Stryker informou que o ataque deve continuar provocando disruptions e limitações de acesso a parte de seus sistemas de informação e aplicações, sem previsão de restauração total.
  • A ação impactou milhares de funcionários que utilizam os sistemas da empresa, e as ações da Stryker caíram cerca de três por cento após a notícia.
  • A Handala afirmou ter apagado milhares de sistemas e roubado 50 terabytes de dados, apesar de a companhia dizer que não há indícios de ransomware ou malware e que a investigação continua.

Um grupo ligado ao Irã reivindicou a autoria de um ataque cibernético contra a empresa norte-americana Stryker, fabricante de dispositivos médicos, alegando retaliação ao bombardeio de uma escola em Minab, no Irã. A ação foi apresentada como parte de uma escalada de disputas regionais para o mundo digital.

Segundo a Stryker, o ataque atingiu sistemas que usam a plataforma da Microsoft, impactando milhares de colaboradores e gerando interrupções em informações e aplicações comerciais. A empresa comunicou que o retorno total não tem prazo definido, e que a investigação permanece em andamento.

A reivindicação foi divulgada por meio de uma mensagem atribuída ao grupo Handala, publicada na rede social X. O texto afirma que a ofensiva foi bem-sucedida e associada a uma resposta a acusações de ataques anteriores contra infraestrutura ligada ao eixo de resistência.

A Stryker informou que não há evidências imediatas de ransomware ou malware, e que o incidente pode ter impactos operacionais e financeiros ainda não mapeados. A companhia participou de uma atualização regulatória, sem estimativa de extensão dos efeitos.

Mercado acionário reagiu com queda de aproximadamente 3% nas ações da Stryker após a divulgação do ataque. Especialistas em cibersegurança destacam que o episódio sinaliza uma ampliação de alvos cibernéticos no conflito entre Irã, EUA e aliados.

Especialistas: Handala atua desde 2023 e já teria comprometido organizações de petróleo e gás em Israel, Jordânia e Arábia Saudita. A persistência de hacktivismo apoiado pelo Irã é citada como meio de projeção de poder em contextos de conectividade doméstica restrita.

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