- Pelo menos 24 mortos em duas ações violentas na Honduras: 19 trabalhadores de uma fazenda de palma africana em Trujillo, Colón, foram assassinados antes de começar a jornada.
- Horas depois, cinco policiais foram mortos em Omoa, durante uma emboscada a um grupo suspeito de narcotráfico.
- O presidente Nasry Asfura anunciou o envio do Exército às áreas onde ocorreram os ataques.
- O secretário de segurança, Gerson Velásquez, disse que a morte dos trabalhadores não foi por conflito de terras e apontou o crime organizado como responsável.
- O Congresso aprovou, dois dias antes, reformas ao código penal aumentando a pena de extorsão para até vinte anos e prevendo cadeia perpétua se houver morte da vítima.
O saldo de violência ligada ao crime organizado em Honduras subiu com duas novas ações em poucas horas. Em Trujillo, no Caribe, 19 trabalhadores de uma finca de palma africana foram assassinados enquanto se preparavam para iniciar a jornada. O segundo ataque ocorreu em Omoa, cidade fronteiriça com Guatemala, onde cinco policiais foram mortos durante uma emboscada durante operação contra narcotraficantes. As mortes ainda não foram solucionadas pelas autoridades.
As autoridades confirmam as mortes dos trabalhadores na operação em uma área rural de Colón. O grupo criminoso ainda não foi identificado oficialmente, mas o caso é tratado como resultado de ações do crime organizado. O governo informa que vai ampliar a atuação de forças de segurança nas regiões atingidas.
Em relação aos agentes, a Secretaria de Segurança afirmou que os policiais foram sequestrados e assassinados no setor de Corinto, também na fronteira com a Guatemala. O objetivo era prender o líder de uma rede de narcotráfico. A pasta aponta falhas na condução do operação, que terá acompanhamento institucional e revisão de protocolos.
Reação do governo e contexto institucional
O presidente Nasry Asfura afirmou que as mortes não ficarão impunes e determinou o emprego de tropas do Exército nas áreas afetadas. A medida busca ampliar o controle territorial e reduzir ataques em áreas críticas do país.
A Secretaria de Segurança detalhou que, dois dias antes, o Congresso aprovou reformas ao código penal. As mudanças aumentam penas para extorsão em até 20 anos e preveem prisão perpétua em casos com vítima fatal.
Honduras registra altos índices de violência; o país enfrenta fluxos de droga entre Colômbia e EUA. As autoridades destacam a atuação de cartéis locais e a influência de organizações criminosas estrangeiras na região.
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