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EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas após pedido de Flávio

EUA designam PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras após pedido de Flávio Bolsonaro; sanções podem atingir instituições e operações ligadas

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, na Casa Branca
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  • Os EUA classificaram PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras, com validade a partir de 5 de junho.
  • A medida foi assinada nesta tarde pelo secretário de Estado, Marco Rubio, atendendo aos pedidos do senador Flávio Bolsonaro a Donald Trump, JD Vance e Rubio.
  • O governo brasileiro, sob presidente Lula, é contrário à designação por razões de soberania e possíveis impactos econômicos e no sistema financeiro.
  • Depois da assinatura, a ordem é enviada ao Congresso e deve entrar em vigor em poucos dias, sem chance de reversão.
  • Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado a designação; Trump, segundo apuração, externalizou apoio à medida durante a reunião.

O governo dos EUA classificou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras, com validade a partir de 5 de junho. A medida foi anunciada oficialmente nesta semana.

O anúncio foi assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, em Washington. A decisão resulta de solicitações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos principais representantes da administração americana, nos dias recentes.

Flávio Bolsonaro pautou a designação como tema central de sua agenda na corrida pela Presidência em 2026. O tema envolve segurança pública e impactos econômicos e financeiros.

Segundo apuração, a sinalização já estava em andamento no governo americano desde março, após atuação de aliados do senador, incluindo o irmão Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo. A sanção estava suspensa.

No final de março, o chanceler brasileiro Mauro Vieira acionou Rubio com pedido emergencial para que a decisão aguardasse a visita de Lula a Trump, em meio a tratativas de cooperação em combate ao crime internacional.

Em reunião com Trump na Casa Branca, Lula não mencionou resistência à designação. Integrantes do governo afirmam que, se o tema fosse levantado, poderia favorecer a pauta bolsonarista.

O governo de Lula é contrário à designação, citando riscos à soberania nacional e impactos sobre economia e sistema financeiro, com base na possibilidade de sanções a empresas e bancos ligados às facções.

A modelagem adotada pelos EUA para PCC e CV segue o padrão usado para cartéis latino-americanos, já aplicado a outros grupos internacionais, de acordo com fontes. Medidas anteriores atingiram entidades financeiras em outros casos.

Após a assinatura, a ordem deve ser enviada ao Congresso. Embora possa levar dias para entrar em vigor, autoridades disseram que o processo é meramente formal e não deve ser revertido.

Relatos indicam que Flávio pediu a Trump que prosseguisse com a designação, destacando a gravidade das ações atribuídas aos grupos. O senador afirmou que o presidente brasileiro não deveria impedir a medida.

Flávio também mencionou que houve percepção de maior abertura entre Rubio e a pauta, segundo ele. O senador negou que a medida represente ameaça militar ao Brasil e rejeitou insinuar apoio a ações agressivas.

Antes de chegar aos EUA, Flávio enfrentava turbulência política doméstica, com revelações envolvendo valores de financiamento de projetos ligados à família Bolsonaro, que repercutiram no cenário eleitoral.

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