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Atrasos no plano de defesa prejudicam credibilidade britânica, dizem deputados

Atrasos no Dip prejudicam a credibilidade britânica; comissões pedem desculpas ao governo, enquanto submarinos de ataque ficam parados para manutenção

The prime minister, Keir Starmer, visited one of the navy’s Vanguard-class submarines in Scotland in April.
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  • Comissão de contas públicas critica atrasos no defence investment plan (Dip), dizendo que isso prejudica a credibilidade do Reino Unido entre aliados e afeta defesa e indústria.
  • Dip, originalmente previsto no outono passado, tem sido adiado e deve ser publicado antes da cúpula da Nato, no início de julho, em Turquia.
  • MoD não definiu as capacidades, infraestrutura e pessoas necessárias para tornar as forças armadas prontas para a guerra dentro do orçamento disponível nem garantiu o acordo intergovernamental necessário.
  • Primeiro-ministro afirmou que haverá um aumento geracional de investimento em defesa, com 270 bilhões de libras adicionais ao longo deste parlamento, e que o Dip será publicado antes da cúpula da Nato.
  • Pac reporta que frota de submarinos Astute usados para proteger os Vanguard está toda parada para manutenção, com plano de recuperação em desenvolvimento para evitar atrasos e aumentar a disponibilidade.

O comitê de contas públicas (PAC) criticou a demora na divulgação do defence investment plan (Dip), o plano de investimento em defesa do governo. O adiamento, originalmente previsto para o ano passado, ocorreu while a promessa de divulgação antes de uma cúpula da Otan no início de julho permanece dependente. O relatório afirma que o atraso compromete a credibilidade do Reino Unido entre aliados e só aumenta incertezas no setor de defesa.

Geoffrey Clifton-Brown, presidente do PAC, disse que desculpas com base em “pegar os detalhes certos” não justificam o atraso. O grupo sustenta que, independentemente do conteúdo, a ausência do Dip prejudica a segurança, as forças armadas e a base industrial de defesa do país.

Detalhes sobre a situação de defesa

O Ministério da Defesa (MoD) ainda não definiu quais capacidades, infraestrutura e pessoal são necessários para tornar as Forças Armadas prontas para o combate dentro do orçamento disponível. Além disso, não houve consenso interministerial para destravar o plano.

O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o Dip será publicado antes da cúpula da Otan em território turco, marcada para começar em 7 de julho. O MoD informou que está promovendo um “aumento geracional” no gasto com defesa, com acréscimo de 270 bilhões de libras nesta legislatura, e que o Dip deve corrigir um programa desatualizado e subfinanciado.

Contexto e desdobramentos

A nota oficial do MoD afirma que está finalizando o plano de investimentos para sustentar a capacidade nuclear e o espectro submarino, ressaltando o esforço para evitar overruns de manutenção. A imprensa local já havia divulgado que toda a frota de submarinos de ataque Astute — responsável pela proteção de submarinos Vanguard nucleares — estaria temporariamente fora de serviço para manutenção.

A reportagem do Telegraph citou uma fonte naval indicando falhas históricas de investimento em infraestrutura de apoio, o que contribuiria para os atuais problemas de disponibilidade. O MoD enfatiza que a proteção das águas britânicas é mantida por meio de uma combinação de navios, aeronaves e submarinos.

Situação atual de ativos navais

Foi divulgado que a Marinha Real está desenvolvendo um plano de recuperação de manutenção de submarinos, com foco em evitar atrasos e ampliar a capacidade de chegar a prontidão bélica. Em paralelo, houve notícia de um problema técnico em uma bandeira da Marinha durante escala em Stavanger, Noruega, envolvendo o HMS Prince of Wales, um porta-aviões que compõe a frota de defesa.

O MoD reiterou que reforçar e manter a capacidade submarina é prioridade estratégica e que já está trabalhando para entregar os recursos, infraestrutura e apoio necessários para atender demandas operacionais atuais e futuras. As autoridades destacam que não comentam operações específicas, mas reforçam a proteção das águas britânicas com uma gama de ativos.

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