- Ministros do STF veem o Código de Ética, proposto por Edson Fachin e Cármen Lúcia, como produto pessoal e não da corte como um todo.
- Reunião sobre o tema foi cancelada, evidenciando desconforto interno; Moraes e Toffoli reagiram publicamente.
- Fachin teria “carimbado” a reunião, levando a expectativa de que Cármen Lúcia apresente um novo texto para debate.
- Mesmo com as respostas críticas, há a avaliação interna de que o código já está na sala e a corte precisará se posicionar.
- Nos bastidores, articulam acordão no caso Master para reduzir o foco político na corte e adiar decisões até depois das eleições.
Nos bastidores do STF, ministros descrevem o movimento como uma tentativa de riscar o giz, sinalizando que não veem como prioridade um Código de Ética proposto por Edson Fachin, em parceria com Cármen Lúcia. A leitura é de que o projeto é, por ora, resultado de iniciativa pessoal dos dois.
O episódio do cancelamento da reunião expõe as divisões internas do tribunal após 8 de janeiro. Moraes e Toffoli reagiram publicamente, e um almoço organizado por Fachin foi cancelado, aumentando o desconforto entre os ministros.
Ministros contam que Fachin carimbou a reunião sobre o código, o que, segundo eles, queimou a largada. A expectativa é de que Cármen Lúcia apresente um novo texto para, então, iniciar o debate formal.
Desdobramentos
Ainda segundo relatos, há articulações nos bastidores para um acordão no caso Master, com o objetivo de reduzir o foco sobre políticos e ações da corte. A ideia é suspender CPIs, desacelerar investigações e adiar decisões até após as eleições.
Entre na conversa da comunidade