- Pelo menos cinco mortos em Portugal após a passagem da tempestade Kristin, que provocou inundações, deslizamentos e danos em grande parte do país.
- O governo classificou o evento como extremo, com escolas fechadas, imóveis danificados e grande interrupção de deslocamentos.
- Em Figueira da Foz, parte do teto de um prédio foi arrancada, derrubando parte de uma roda-gigante e atingindo veículos.
- Mais de oitocentos cinquenta mil pessoas ficaram sem energia, com ventos de até 178 km/h registrados no aeroporto de Monte Real, ponto de entrada provável da tempestade no continente.
- Transportes foram fortemente afetados, estradas e ferrovias ficaram obstruídas por detritos; 10 zonas costeiras receberam sirene vermelha por condições marítimas perigosas, com ondas de até 14 metros.
Pelo menos cinco mortos e centenas de ocorrências associadas à tempestade Kristin. O temporal atingiu Portugal central e norte na quinta-feira, 28 de janeiro de 2026, provocando inundações, deslizamentos e danos generalizados. O governo classificou o evento como extremo, com escolas fechadas e restrições de deslocamento.
Mais de 3.000 incidentes relacionados ao mau tempo foram registrados, incluindo quedas de árvores e detritos sobre vias. O pico de ventos ocorreu na base aérea de Monte Real, em Leiria, com rajadas de até 178 km/h, antes que os equipamentos deixassem de funcionar. O fornecimento de energia atingiu 850 mil pessoas.
Em Leiria e áreas vizinhas, três mortes foram confirmadas pela proteção civil: uma vítima atingida por uma chapa metálica e outra esmagada em uma casa. Em Vila Franca de Xira, um motorista foi morto por queda de árvore. Também houve registro de falecimento na região de Marinha Grande. Transportes: estradas e ferrovias ficaram bloqueadas por detritos, incluindo a principal via entre Lisboa e o norte.
Impacto e resposta
Trechos da costa foram atingidos por condições marítimas perigosas, com alerta vermelho para ondas que podem chegar a 14 metros. A PSP orientou moradores de Coimbra e Leiria a permanecerem em locais protegidos. O secretário de Estado da Proteção Civil declarou que o país segue em alerta máximo.
O primeiro-ministro Luis Montenegro condenou as perdas humanas e afirmou que as autoridades avaliam os danos e tomarão as medidas necessárias. O prefeito de Leiria, Gonçalo Lopes, pediu a declaração de estado de emergência para a cidade, destacando danos generalizados e necessidade de recuperação.
Após atravessar Portugal, Kristin deslocou-se para a Espanha, levando chuva, neve e ventos fortes. O país continua monitorando impactos adicionais e mobilizando recursos para atender áreas afetadas.
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