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Multidão em Bondi presta homenagem a Matilda

Em Bondi, familiares de Matilda lamentam a tragédia; a vigília mobiliza quase $600 mil em doações para líderes da comunidade judaica

The parents of 10-year-old shooting victim, Matilda, at a memorial in Bondi for her and the other 14 people killed by two gunmen.
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  • Em Bondi, milhares acompanharam homenagens às vítimas do ataque terrorista, incluindo Matilda, de 10 anos, a mais jovem; o número de mortos chegou a quinze.
  • Os pais de Matilda, imigrantes ucranianos, relataram a dor profunda e agradeceram pelo “nome australiano” da filha durante o memorial.
  • Durante o evento, foram lidos os nomes das vítimas identificadas até o momento; novas identidades foram divulgadas ao longo da noite, incluindo Edith Brutman.
  • Doações emergiram rapidamente: quase 400 mil dólares para o rabino Eli Schlanger e quase 200 mil para Yaakov Levitan, com expectativa de chegar a um milhão para cada um.
  • Líderes religiosos ressaltaram a necessidade de união entre comunidades e de um movimento cívico que una pessoas de todas as fés para combater o antissemitismo e cobrar responsabilidades aos governos; Boris e Sofia Gurman morreram tentando deter um atirador.

Um ataque terrorista em Bondi deixou 15 mortos, incluindo uma menina de 10 anos, durante um evento de Hanucá. Dois atiradores abriram fogo no domingo, provocando uma onda de choque que se espalhou pela comunidade local e além. Em meio à comoção, famílias, amigos e voluntários se reuniram para prestar homenagens e prestar apoio às vítimas e seus familiares.

Os pais da vítima mais nova, Valentyna e Michael, que chegaram à Austrália como imigrantes ucranianos, participaram da vigília no Bondi Pavilion. Eles expressaram a dor de perder o filho mais velho e destacaram a gravidade do que ocorreu, descrevendo o impacto emocional da tragédia para a família.

A cerimônia de luto, que reuniu mais de mil pessoas e posteriormente cerca de 2 mil, contou com relatos emocionados sobre as consequências do ataque. O pai da menina, com a voz embargada, agradeceu o apoio recebido e mencionou a dificuldade de compreender a perda.

Identificação das vítimas

À noite, o rabino Yossi Friedman informou a comunidade que as famílias começariam a enterrar os mortos na manhã seguinte. Foram lidos os nomes dos nove primeiros identificados: Eli Schlanger, assistente rabino da Chabad de Bondi; Peter Meagher, policial aposentado e fotógrafo; Tibor Weitzen; Alex Kleytman, sobrevivente do Holocausto; Dan Elkayam; Marika Pogany; Reuven Morrison; Yaakov Levitan; e Matilda. Ao longo da vigília, novas identidades foram anunciadas, inclusive Edith Brutman, vice-presidente da comissão antidiscriminatória do NSW.

A multidão acompanhou relatos de familiares e amizades marcadas pela tragédia. Uma entrevistada, que preferiu não se identificar, descreveu o testemunho de sua amiga, que perdeu uma parente na violência, e destacou o desejo de responder com solidariedade. A mulher mencionou que, apesar do medo, pretende manter a fé e apoiar a comunidade.

Reação da comunidade e ações de apoio

À entrada do local de luto, Rivky Shuchat, da Jewish Education Matters, permaneceu em posição de apoio, com fotos de dois líderes falecidos, Eli Schlanger e Yaakov Levitan, expostas em uma lousa com códigos para doação. Em menos de 48 horas, arrecadou-se quase US$ 400 mil para Schlanger e perto de US$ 200 mil para Levitan. Shuchat afirmou que pretende chegar a um milhão para cada um.

A família Gurman, imigrantes russos e casal amplamente conhecido na cidade, também foi anunciada entre as vítimas. Boris e Sofia Gurman teriam morrido ao tentar conter um dos atiradores, segundo relatos apresentados à marcha fúnebre.

Discurso público e mensagens

Um pastor anglicano de Sydney, Mark Leach, destacou a necessidade de uma resposta coletiva frente ao antissemitismo, chamando a formação de um movimento cívico que una pessoas de diferentes crenças para responsabilizar governos e líderes. O rabino Motti Feldman, durante a segunda noite de Hanucá, ressaltou a necessidade de manter a luz acesa diante da hostilidade, afirmando que a comunidade não se renderá ao ódio.

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