- Grupo CST afirma que o Facebook abriga propaganda extremista e contas pró-Estado Islâmico que celebram o assassinato de judeus; posts ainda estavam ativos em 16 de dezembro.
- Um dos posts mostra as consequências do ataque em Bondi, com mais de 100 curtidas, 27 comentários e quatro compartilhamentos; outro exibe foto de um dos atiradores com elogios ao líder do IS.
- Algumas contas são britânicas e foram reportadas à polícia de contra-terrorismo do Reino Unido como prioridade.
- O Facebook disse ter removido parte do conteúdo após o contato da Guardian, enquanto o CST cobra ações rápidas dos reguladores.
- No contexto, dois homens foram condenados por complô para matar judeus no noroeste da Inglaterra, revelando um aumento na sofisticação de ameaças extremistas online.
O grupo CST afirma que o Facebook abriga propaganda de terrorismo e contas pró-IS, com posts que celebram ataques contra judeus. Segundo a entidade, conteúdo desse tipo permaneceu ativo em 16 de dezembro, dois dias após o ataque em Bondi, na Australia, com curtidas, compartilhamentos e comentários.
Posts continham vídeos da sequência do ataque em Bondi e fotos de um dos atiradores, exaltando o Estado Islâmico e mensagens religiosas. A CST aponta que parte do material já havia sido identificada e removida, mas ainda circulava na plataforma.
O ataque de Bondi resultou na morte de 15 pessoas durante Hanucá em Sydney no dia 14 de dezembro; um dos atacantes também faleceu. Dois homens foram condenados, em Manchester, por um complô para matar judeus no noroeste da Inglaterra, com uso de metralhadoras.
Medidas e responsabilidades
A CST pediu que Ofcom investigue as falhas de plataformas de redes sociais na moderação de conteúdo extremista. A Ofcom afirmou que, ao ser reportado, o conteúdo deve ser avaliado rapidamente como ilegal e removido quando cabível, conforme a lei britânica.
A Meta, proprietária do Facebook, informou que o material foi removido por violar políticas sobre organizações e indivíduos perigosos. O Ministério do Interior do Reino Unido reiterou que conteúdos que promovam terrorismo são inaceitáveis e que as plataformas devem agir para impedir a divulgação de material ilegal.
As ações destacam preocupações crescentes sobre o uso de redes sociais para disseminar propaganda extremista. Autoridades destacam a necessidade de resposta rápida das plataformas e cooperação entre reguladores e serviços de segurança.
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