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Gakiya critica decisão dos EUA sobre facções e alerta para risco econômico

Gakiya vê classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas pelos EUA como risco econômico e à soberania, com potencial sanções a empresas brasileiras

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MP-SP, Lincoln Gakiya. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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  • Lincoln Gakiya, promotor do Gaeco, comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, dizendo que isso pode não fortalecer o enfrentamento às facções e pode trazer impactos econômicos e institucionais no Brasil.
  • O promotor afirma que, segundo avaliação dele, PCC e Comando Vermelho atuam como mafias voltadas ao lucro, não por motivação política ou ideológica, visando dominação territorial e mercados ilícitos.
  • A classificação pode ampliar sanções financeiras não apenas contra integrantes, mas também contra empresas e instituições que mantenham relações comerciais com pessoas ligadas aos grupos, segundo Gakiya.
  • Ele alerta que a designação pode mudar a forma como autoridades americanas encaram o problema, passando a visualizá-lo pela ótica da segurança nacional e reduzindo o compartilhamento de informações com o Brasil.
  • Há ainda a preocupação, embora mais distante, de que ações contra os grupos ocorram fora dos Estados Unidos, o que, na visão dele, poderia configurar afronta à soberania nacional.

Um promotor brasileiro expressou preocupação com a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Lincoln Gakiya, do Gaeco do MP-SP, afirmou que a medida não fortalece o combate às facções e pode trazer impactos econômicos e institucionais ao Brasil.

Gakiya sustenta que as facções atuam como organizações mafiosas voltadas ao lucro, não movidas por motivos ideológicos. Ele aponta dominação territorial, mercados ilícitos e lavagem de dinheiro como base dessas atividades, não agenda política.

O promotor alertou ainda para possíveis sanções financeiras ampliadas, atingindo empresas e instituições brasileiras ligadas aos grupos. A integração dos sistemas financeiro brasileiro e norte-americano aumenta o risco de punições por relações comerciais.

Ele também comentou mudanças na abordagem dos EUA, que poderiam reduzir o fluxo de informações entre autoridades brasileiras. Investigações poderiam passar a envolver áreas de inteligência e defesa, alterando a cooperação policial.

Gakiya citou ainda a “possibilidade distante” de ações fora de território dos EUA, o que poderia afetar a soberania nacional. A observação ressalta tensões diplomáticas que cercam a decisão de Washington.

A decisão norte-americana, anunciada na quinta-feira 28, coloca PCC e CV como terroristas em listas oficiais. Washington alega ampliar instrumentos de combate às facções, enquanto especialistas discutem impactos práticos e diplomáticos.

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