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Senado mexicano apoia semana de 40 horas em votação inicial

Senado aprova, em votação inicial, redução da jornada para quarenta horas semanais até 2030; primeira redução em janeiro de 2027 e vigência a partir de 1º de maio

Workers cut a steel bar at a metal-mechanical parts factory in Apodaca, Mexico, March 11, 2025. REUTERS/Daniel Becerril/File Photo
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  • O Senado do México aprovou, em votação geral, a proposta presidencial para reduzir a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais, com 121 votos a favor.
  • A decisão segue para a Câmara dos Deputados, onde haverá o debate final.
  • A reforma prevê reduzir a jornada em duas horas por ano até 2030 para cerca de 13,4 milhões de trabalhadores.
  • Caso seja aprovada, a reforma entra em vigor em de 1º de maio, com a primeira redução de duas horas ocorrendo em janeiro de 2027.
  • Oposição e sindicalistas dizem que o texto é caminho curto e aponta brechas que não diminuem significativamente a carga de trabalho.

O Senado mexicano aprovou nesta quarta-feira uma proposta presidencial para reduzir a jornada de trabalho legal de 48 para 40 horas semanais, vencendo a resistência de sindicatos e da oposição com uma versão reformulada do projeto. A aprovação ocorreu de forma unânime, em termos gerais, com 121 votos favoráveis, e o texto segue para a Câmara dos Deputados, onde terá debate final.

A ideia é implementar a redução de forma gradual, reduzindo duas horas por ano até 2030 para aproximadamente 13,4 milhões de trabalhadores. A iniciativa foi apresentada pelo governo em dezembro, após anos de negociações entre o Congresso e o setor privado.

Apenas se o projeto for aprovado pela Câmara, a reforma entrará em vigor em 1º de maio. A primeira redução de duas horas ocorreria já em janeiro de 2027. A proposta surge em meio a dados que colocam o México como referência de longas jornadas entre os países da OCDE, com 2.226 horas por pessoa/ano, segundo indicadores internacionais.

Críticas e contestações indicam que o texto atual pode apresentar brechas que limitariam a queda efetiva da carga semanal de trabalho, segundo opositores e líderes sindicais. A discussão continua na etapa legislativa, com a expectativa de novas negociações e ajustes antes da implementação final.

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