- O Toronto-Dominion Bank (TD) planeja usar o software WorkiQ, da empresa ActiveOps, para monitorar o tempo que funcionários gastam em navegadores e aplicativos internos em equipes de crimes financeiros e gestão de risco, como parte de aumentar a produtividade.
- O sistema opera em segundo plano, não gravará conversas durante reuniões e mostrará se o funcionário está ativo; o TD afirma que há salvaguardas de privacidade e que os colaboradores são informados sobre o uso.
- Questionamentos sobre consentimento, privacidade e como os dados seriam usados foram levantados por funcionários durante uma chamada analisada pela Reuters.
- Em um documento de perguntas frequentes, o TD disse que o objetivo é recuperar a transparência em ambientes de trabalho remotos e indicou haver um intervalo aceitável de tempo não justificado, sem detalhar valores.
- O movimento ocorre em contexto de expansão de compliance e penalidades anteriores, com referências de monitoramento em bancos americanos e debates sobre uso de dados para bem-estar e desempenho.
O Toronto-Dominion Bank (TD) informou a parte de sua equipe de crimes financeiros e gestão de risco que adotaria um software para monitorar o desempenho dos trabalhadores. O objetivo, segundo a empresa, é aumentar a produtividade por meio da análise de tempo gasto em navegadores e em aplicativos de mensagens internos. A notícia veio por meio de uma gravação de chamada obtida pela Reuters e de um documento compartilhado com os funcionários.
O software em questão é o WorkiQ, fornecido pela ActiveOps. A ferramenta opera em segundo plano para indicar pontos críticos de uso do tempo, sem gravar conteúdos de reuniões ou mensagens. Segundo a empresa, existem salvaguardas para preservar a privacidade dos colaboradores, e o recurso não ouve conversas durante reuniões.
Na conversa, executivos do TD destacaram que o objetivo é identificar gargalos operacionais e melhorar a alocação de recursos. Questionamentos sobre consentimento, privacidade e uso de dados foram levantados pelos funcionários na chamada. A instituição afirmou que os colaboradores são informados sobre a aplicação da ferramenta e seus propósitos.
Privacidade e consentimento
Funcionários questionaram o que exatamente seria rastreado pela ferramenta e como os dados seriam utilizados para gestão de desempenho. Informações sobre consentimento ou a extensão do monitoramento também foram levantadas durante a conversa. Um representante do TD ressaltou que o sistema mostra apenas atividades, não conteúdos, e que apenas aponta atividades em determinadas aplicações.
Contexto setorial
O TD expandiu recentemente sua unidade de crimes financeiros e compliance, após pagar multa relevante nos EUA relacionada à lavagem de dinheiro. A prática de monitoramento de tempo é apresentada pela empresa como comum no setor, com o objetivo de melhorar a transparência em ambientes híbridos de trabalho. Relatos de outros bancos indicam tendências parecidas, sem confirmação sobre alcance.
Abrangência e próximos passos
Ainda não há confirmação oficial sobre quantos funcionários seriam afetados ou se a implementação ocorre apenas no Canadá. Relatos indicam que entre 90 e 100 pessoas participaram da reunião em que o tema foi discutido, sem confirmação por parte do TD. A Reuters enfatiza a necessidade de acompanhar como a prática será aplicada na prática.
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