- Autoridades iniciam, na próxima semana, uma renovação que substitui a linha de quase 14 quilômetros de bondes azul e branco por um sistema de leve trem com controle digital.
- A obra, prevista para cerca de dois anos, deve dobrar a velocidade e reduzir o tempo de viagem em mais de meia hora, mantendo a rota semelhante.
- O financiamento inclui 138 milhões de euros da European Investment Bank; o custo total é estimado em cerca de 592 milhões de euros, com aporte de agência de desenvolvimento francesa.
- Moradores e trabalhadores apontam preocupações com congestionamento, possível aumento de tarifas e possíveis prorrogações no cronograma.
- A linha Raml, histórica e apreciada, pode deixar de existir, gerando sentimento de perda de patrimônio entre parte da população, enquanto outros veem a modernização como necessidade.
A via rápida de Alexandria pode passar por mudanças profundas: a linha de bonde Raml, em funcionamento há mais de um século, será reformulada para um sistema leve controlado digitalmente. O objetivo é reduzir o tempo de viagem e aumentar a capacidade de passageiros.
A renovação começa na próxima semana, segundo a National Authority for Tunnels. O projeto implica substituir os bondes azul e branco, de dois andares, por uma linha de tráfego leve ao longo de quase 14 quilômetros. A expectativa é dobrar a velocidade atual e cortar o tempo total de trajeto pela metade.
A intervenção faz parte de um conjunto de melhorias em infraestrutura viária e ferroviária do país, durante o governo do presidente Abdel Fattah al-Sisi. O custo estimado fica em cerca de 592 milhões de euros, com financiamento adicional de bancos europeus e agências de desenvolvimento.
Atrações da linha histórica incluem janelas largas, viagens entre ruas arborizadas e áreas históricas, mantendo um preço acessível. O bilhete padrão custa 5 libras egípcias, cerca de 0,10 dólar, funcionando como opção econômica para trabalhadores, estudantes e aposentados.
Entretanto, moradores temem impactos urbanos, como congestionamento em ruas estreitas e possível alta de tarifas. Obras previstas para ocorrer ao longo de dois anos devem, segundo autoridades, contar com ônibus de substituição para reduzir interrupções.
O fim da linha, que já vê a suspensão de outra rota de bonde para conversão em metro, desperta ansiedade entre usuários. A administração informou que continuará buscando soluções para minimizar o transtorno.
Para alguns trabalhadores da rede, a mudança tem sabor ambíguo. Um motorista de 52 anos, que atua desde 1997, afirma ter construído parte da vida na linha, reconhecendo que a transformação será dolorosa para quem depende do transporte diário.
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