- Advogados de Filipe Martins lavraram ata notarial em cartório de Ponta Grossa para comprovar que o ex-assessor não acessou o LinkedIn após setembro de 2024, em 27 de outubro (terça-feira).
- O registro ainda não foi juntado aos autos da ação penal nº 2.693 (núcleo 2).
- A ata foi solicitada para contestar a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, embasada em suposto acesso denunciado por Ricardo Roquetti.
- A Procuradoria-Geral da República afirmou que a prova não oferece idoneidade suficiente para afastar o fato comprovado no documento; a defesa busca atestar a cadeia de custódia dos dados.
- A defesa também cobra que Moraes envie ofício à Microsoft para verificar o acesso; o último registro de acesso, segundo os advogados, seria em setembro de 2024, com relatório de acessos solicitado em janeiro de 2026.
Os advogados de Filipe Martins registaram nesta terça-feira uma ata notarial em um cartório de Ponta Grossa (PR) para comprovar que o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República não acessou o LinkedIn após setembro de 2024. O registro ainda não foi juntado aos autos da ação penal nº 2.693 (núcleo 2). A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela defesa à Gazeta do Povo.
A ata busca atestar a cadeia de custódia do dado, indicando que o registro foi extraído do celular de Filipe Martins e corresponde ao perfil profissional na rede social. A defesa já havia apresentado dados de acesso, mas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a prova não oferece idoneidade suficiente para afastar o fato exposto no documento.
Um suposto acesso denunciado pelo militar aposentado Ricardo Roquetti embasou a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Martins é acusado de integrar um suposto esquema para manter Bolsonaro no poder, incluindo a elaboração de uma chamada “minuta do golpe”.
Defesa cobra verificação junto à Microsoft
A defesa questiona a falta de um ofício de Moraes à Microsoft para confirmar eventuais acessos. Segundo os advogados, o último acesso alegadamente ocorreu em setembro de 2024, com o objetivo de coletar provas, e houve registro de acesso em 4 de janeiro de 2026 para solicitar o relatório de acessos.
Chiquini, em vídeo divulgado nesta terça, criticou a ausência de comunicação oficial e destacou que os dados já reunidos visam demonstrar a legítima cadeia de custódia. A defesa reforça que Filipe Martins não redigiu nem aperfeiçoou qualquer documento relacionado à minuta citada na denúncia.
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