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STM não pode rever decisão do STF, mas envia recado político ao tribunal

STM não pode rever STF, mas pode sinalizar posição política mantendo patentes de alguns militares condenados, com decisão ainda pode demorar meses

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  • O STM não pode rever decisão do STF; pode apenas decidir se militares condenados mantêm suas patentes.
  • Mesmo sem reverter, o STM pode mandar recado político ao manter patentes de algum dos cinco militares condenados.
  • No Exército, grupo interno vê Paulo Sérgio Nogueira com papel central limitado e Augusto Heleno com participação menor, abrindo possibilidade de manterem as patentes.
  • Os casos de Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto tendem a resultar na perda de patentes; Bolsonaro já teve conduta classificada como fora das regras militares, e Braga Netto ficou com imagem negativa após atuação contra colegas.
  • O julgamento pode levar cerca de seis meses; MP Militar pediu a perda de posto e patentes de Bolsonaro, Garnier e dos generais, e o STF tem quinze ministros, sendo dez militares e cinco civis, com a presidente civil Maria Elizabeth Rocha.

O Superior Tribunal Militar (STM) não tem poder para revisar a decisão do STF, mas pode decidir se militares condenados devem manter ou perder suas patentes. A análise foca na elegibilidade ética para permanecer nas patentes das Forças Armadas.

Os ministros do STM podem sinalizar uma posição política ao manter, ou não, a patente de um dos cinco militares condenados. Assim, o tribunal pode enviar recados sobre discordâncias com o STF.

No Exército, há avaliação de que o general Paulo Sérgio Nogueira não teve papel central e pode ter tentado evitar uma decisão grave junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse grupo sustenta menor participação dele.

O general Augusto Heleno também é visto com participação reduzida na reta final do planejamento. Se mantiver a patente, esse recado pode indicar alinhamento com uma leitura menos crítica ao desfecho do caso.

Entre os que devem perder a patente estão Bolsonaro e o general Walter Braga Netto, segundo as tendências de avaliação internas. O ex-presidente já foi considerado fora das regras militares pelo STM e pelo MP.

Braga Netto fez carreira associada a uma operação que afetou colegas, o que influenciaria a avaliação ética para a manutenção da patente. A decisão do STM marca um marco no julgamento de expulsões por crime contra a democracia.

Será a primeira vez que o STM analisa expulsões de militares, incluindo Bolsonaro, por crimes contra a democracia. O Ministério Público Militar enviou o pedido de perda de posto e patente nesta terça-feira (3).

A lista ainda inclui o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, além de Helenaço e Braga Netto. Os ministros vão decidir se esses nomes seguem ou perdem as patentes. A decisão pode demorar meses.

O STM deverá avaliar se, mesmo condenados, esses oficiais mantêm condições éticas para permanecerem nas patentes. A composição do STF tem dez militares e cinco civis, sob a presidência de Maria Elizabeth Rocha.

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