- Lula afirmou, em entrevista ao UOL, que é favorável à aprovação de mandatos para ministros do STF, defendendo mudanças no Judiciário.
- Ele destacou que não é justo entrar com 35 anos e permanecer até os 75, sugerindo a adoção de mandatos.
- O atual indicado por Lula ao STF, Jorge Messias, tem 45 anos; se aprovado, poderá ficar no cargo por décadas.
- O presidente disse que o tema deve ser discutido pelo Congresso e que não tem relação com os fatos de 8 de janeiro.
- Lula também defendeu reduzir a lista de pessoas que podem acionar o STF, alegando que há ações banais que chegam à corte.
Em entrevista ao UOL, o presidente Lula afirmou que é favorável à criação de mandatos para ministros do STF, dentro do debate sobre um possível código de ética para a Corte. O discurso aponta para mudanças no modelo atual.
Lula destacou que nada está livre de mudanças no Judiciário e defendeu a adoção de mandatos para os ministros. Segundo ele, não é justo que alguém entre com 35 anos e permaneça até os 75, sugerindo uma limitação temporal para o cargo.
O presidente mencionou o nome de Jorge Messias, hoje com 45 anos, como indicado ao STF por Lula. Caso passe pela sabatina, o indicado poderia permanecer na corte por décadas, dependendo da mudança adotada.
Papel do Congresso e contexto político
O mandatário disse que a decisão sobre mandatos cabe ao Congresso Nacional, e que o tema deve ser discutido pelos deputados e senadores, sem relação com os acontecimentos ocorridos em 8 de janeiro. A fala reforça a intenção de abrir o debate institucional.
Lula elogiou a postura do STF diante dos atos golpistas de 8 de janeiro, chamando o julgamento de uma lição importante para defender a democracia. A avaliação enfatiza a independência institucional como valor fundamental.
O presidente ainda indicou que há excessos de pedidos ao STF, sugerindo reduzir a lista de ações que chegam à Corte. Ele afirmou que, em alguns casos, deputados recorrem ao STF após derrotas no Congresso. Segundo Lula, tudo está aberto a discutir mudanças.
Colaborou Adriana Ferraz, do UOL, em São Paulo.
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