- Rumble voltou a ficar disponível no Brasil, região em que esteve proibida pelo STF há cerca de um ano.
- Os relatos de retorno surgiram na quinta-feira, 5, e o acesso permaneceu possível na sexta-feira, 6, por volta das 8h (horário de Brasília).
- O advogado da empresa nos EUA, Martin De Luca, afirmou não ter sido informado sobre mudanças nas decisões judiciais, mas celebrou o acesso no Brasil.
- O STF ainda não se posicionou sobre o caso; a proibição foi votada pelo ministro Alexandre de Moraes e referendada pelos demais ministros da Primeira Turma.
- Moraes afirmou que a plataforma instrumentalizou a liberdade de expressão para divulgar discursos de ódio e para atos contra as instituições; a Rumble foi fundada em 2013 e é defendida pelo CEO Chris Pavlovski como plataforma “imune à cultura do cancelamento”.
O Rumble voltou a ficar disponível no Brasil, quase um ano após ter sido proibido pelo STF. A plataforma foi desbloqueada gradualmente a partir de quinta-feira (5) e, na manhã desta sexta (6), o acesso ainda estava ativo por volta das 8h, no horário de Brasília.
Segundo o representante da empresa nos EUA, Martin De Luca, não houve comunicação oficial sobre mudanças nas decisões judiciais. Ele afirmou, em publicação na X, que o retorno ainda precisa de confirmação pelos caminhos legais e reforçou o compromisso com a liberdade de expressão e a conformidade com a lei.
O STF informou que não há posicionamento oficial divulgado sobre o caso até o momento. A proibição anterior ocorreu por não haver indicação de representante legal no Brasil, além de denúncias de descumprimento de decisões judiciais e multas diárias.
Contexto jurídico e impactos
A decisão de Moraes, que proibiu a atuação do Rumble no Brasil, foi referendada pela Primeira Turma do STF. O ministro destacou abusos na prática da liberdade de expressão associados a condutas ilícitas e citou o uso da plataforma para discursos de ódio e ataques à democracia.
Fundado em 2013, o Rumble é apresentado pelo CEO Chris Pavlovski como uma plataforma de vídeos resistente à cultura do cancelamento. O serviço ganhou aderência entre apoiadores de determinadas pautas, incluindo criadores que migraram de outras redes.
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