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Moraes mantém Silvinei Vasques no Papudinha, libera doutorado

Moraes mantém Silvinei Vasques na Papudinha e autoriza doutorado à distância, mantendo pena de 24 anos e 6 meses

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF
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  • Moraes decidiu manter Silvinei Vasques preso na Papudinha, em Brasília, e não autorizou a transferência para um presídio federal em Santa Catarina, mantendo a prisão no local.
  • O ministro autorizou que o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal continue cursando doutorado em formato EAD, com a infraestrutura necessária no presídio.
  • A defesa havia pedido a transferência para Santa Catarina, e que o curso pudesse ocorrer mesmo na penitenciária; a decisão manteve as condições atuais.
  • Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por participação em uma tentativa de golpe, após ser capturado pela Polícia Federal em agosto do ano passado ao tentar fugir pelo Paraguai.
  • A condenação também envolve suposta interferência da PRF no segundo turno das eleições de 2022, com blitzes em rodovias do Nordeste; o Tribunal Superior Eleitoral determinou a liberação das rodovias para garantir o voto.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu manter Silvinei Vasques preso na Papudinha, prisão localizada em Brasília. Ele também autorizou que o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal siga cursando doutorado em regime de prisão.

A decisão atendeu aos pedidos da defesa de Silvinei. Os advogados haviam pedido a transferência do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF para um presídio federal em Santa Catarina e, subsidiariamente, que a Papudinha fosse mantida por atender às necessidades do condenado.

Outra linha de pleito tratou da continuidade dos estudos do ex-diretor. O curso é na modalidade EAD, e o presídio em Brasília deverá disponibilizar infraestrutura para o estudo remoto de Silvinei Vasques.

Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe. O ex-diretor, natural de Santa Catarina, foi detido pela Polícia Federal em agosto do ano passado ao tentar atravessar a fronteira rumo ao Paraguai.

A condenação envolve a suposta interferência da PRF no segundo turno das eleições de 2022, com blitze em rodovias nordestinas que teriam prejudicado a circulação de eleitores. O TSE determinou a liberação das rodovias para assegurar o direito de voto.

O Ministério Público entendeu pela necessidade de manter Vasques sob custódia na Papudinha, enquanto avalia recursos e medidas cabíveis. A defesa sustenta que o regime atual já atende às necessidades de Silvinei e que o prosseguimento do doutorado não representa risco à ordem pública.

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