- A Corte de Apelação de Roma negou o pedido da defesa de Carla Zambelli para trocar o colegiado de juízes responsável pela extradição para o Brasil, mantendo a audiência de mérito para amanhã, às 6h (horário de Brasília).
- A decisão foi tomada pela 1ª Seção Penal da Corte de Apelação, em sessão conduzida por colegiado feminino, com atraso por falta de intérprete.
- Os advogados anunciaram recurso na Corte de Cassação, com prazo de até 15 dias para apresentar a defesa.
- A defesa havia solicitado a troca dos juízes durante a audiência de janeiro, alegando falta de imparcialidade e suposta negativa de production de provas.
- Zambelli foi ouvida por videoconferência da penitenciária de Rebibbia, onde aguarda a decisão sobre a extradição; ela permanece sob custódia italiana desde a prisão em julho.
A Corte de Apelação de Roma negou o pedido da defesa de Carla Zambelli (PL-SP) para trocar o colegiado responsável pela extradição para o Brasil. A decisão mantém a audiência prevista para amanhã, às 6h, em Brasília, para analisar o mérito.
A 1ª Seção Penal da Corte rejeitou o recurso, apresentado pelo advogado Angelo Sammarco. A sessão ocorreu a portas fechadas e teve atraso por falta de intérprete, solucionado de forma emergencial.
A defesa havia pedido a troca de juízes em janeiro, alegando imparcialidade. Também argumentou que o colegiado já demonstraria rumo favorável à extradição, e que haveria necessidade de produzir provas.
Zambelli participou por videoconferência da penitenciária feminina de Rebibbia, onde aguarda a decisão. Advogados da ex-deputada estiveram presentes, assim como o procurador Erminio Amélio; a AGU foi representada por Ilaria Sforza.
Pedidos de adiamento eram usados para ganhar tempo mantendo a ré na Itália. Em dezembro, o tribunal aceitou pedido de prazo para análise diante de um relatório recebido próximos à data.
A ex-deputada foi presa na Itália em julho. Em outubro, o Ministério Público italiano já havia se manifestado favorável à extradição. O STF condenou Zambelli em dois processos com trânsito em julgado, iniciando o cumprimento de pena.
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