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Delegado da PF que atuava em inquéritos de Bolsonaro vira assessor de Moraes

Assessor de Moraes, Fábio Shor deixa a PF para atuar em investigações sob relatoria do STF, mantendo atuação que gerou críticas da oposição

Delegado Fábio Shor atuará em apoio a processos criminais analisados por Moraes no Supremo. (Foto: Antônio Augusto/STF)
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  • Delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal, foi nomeado assessor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10).
  • A nomeação, assinada pelo presidente da corte Edson Fachin, o designa para o cargo em comissão de Assessor de Ministro, nível CJ-3.
  • Shor atuou em investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o inquérito sobre suposto golpe de Estado após as eleições de 2022, os atos de 8 de janeiro de 2023 e o caso das joias sauditas.
  • O delegado também participou de depoimentos no âmbito do acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e integrou apurações sobre a chamada “Abin Paralela”.
  • A atuação de Shor gerou críticas da oposição e de alguns advogados, que contestaram aspectos de suas investigações, mas a nomeação mantém o foco em apoio técnico a processos sob relatoria de Moraes.

Fábio Alvarez Shor, delegado da Polícia Federal, foi nomeado assessor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, dia 10, na edição assinada pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Shor é especialista em contrainteligência e participou de investigações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o inquérito sobre a suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022, os atos de 8 de janeiro de 2023 e o episódio das joias sauditas. O despacho de Fachin oficializa o cargo de Assessor de Ministro, nível CJ-3, no gabinete de Moraes.

Durante o inquérito do suposto golpe, Shor coletou depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que firmou acordo de colaboração com a PF. O delegado atuou também nas apurações sobre o caso Abin Paralela, que investiga uso potencial irregular da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar autoridades públicas.

Nomeação e atuação

Segundo informações iniciais, Shor atuará no apoio a processos criminais analisados por Moraes no STF. A função envolve assessoramento técnico em investigações e ações penais sob a relatoria do magistrado.

A atuação de Shor nas investigações atraiu críticas da oposição. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em julho de 2025, fez ataques públicos ao delegado durante transmissão ao vivo. Relatos indicam que Eduardo mencionou possíveis sanções legais contra Shor.

Outro lado envolve questionamentos de advogados. O advogado Jeffrey Chiquini alegou, em defesa de Filipe Martins, que o relatório produzido pelo delegado continha informações falsas. A defesa pediu ao STF o descarte de novas apurações contra Martins.

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