- Pesquisa da Quaest, com 2.004 pessoas em 120 municípios entre 6 e 9 de março, aponta que 59% veem o STF aliado ao governo de Lula; 26% discordam, 3% são indiferentes e 12% não souberam responder.
- A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%; a pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número BR-5809/2026.
- A percepção de aliança é compartilhada também por parte da oposição, associada a ações do governo que recorrem ao STF para pautas do Congresso ou vetos federais.
- O levantamento mostra que 72% dos brasileiros enxergam alta concentração de poder nas mãos dos ministros, enquanto 18% discordam, 2% são indiferentes e 8% não souberam responder.
- A confiança no STF caiu de 50% no ano anterior para 43% neste levantamento.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta quinta-feira, aponta que 59% dos brasileiros acreditam que o STF é aliado do governo de Lula. Outros 26% discordam, 3% não responderam e 12% não souberam.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 6 e 9 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança. O registro eleitoral é BR-5809/2026.
A pesquisa também traz que 49% não confiam no STF, cerca de metade dos entrevistados frente ao ano anterior. A confiança caiu de 50% para 43% neste levantamento.
Entre parlamentares, cresce a percepção de aliança entre Lula e o STF por meio de ações do governo no Judiciário. Casos citados incluem recursos ao STF para aprovar projetos, vetos e sua derrubada pelo Legislativo.
Outro ponto destacado é a polêmica envolvendo o Marco Temporal das Terras Indígenas. O Congresso aprovou, o presidente vetou, o veto foi derrubado e o STF passou a protagonizar a discussão.
A tendência de cooperação institucional é associada, ainda, à indicação de Flávio Dino ao STF, que teria aberto crises com o Legislativo ao questionar emendas parlamentares e o fluxo de recursos.
O estudo aponta que a percepção de parceria remonta à eleição de 2022, quando apoiadores de Bolsonaro passaram por investigações ligadas a ataques a instituições. A Quaest registra esse recorte histórico.
Além disso, o estudo mostra que 72% percebem alta concentração de poder nas mãos dos ministros, 18% discordam, 2% não responderam e 8% ficaram em branco.
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