- O áudio yenes.m4a, disponível no sumário, faz parte da investigação sobre Leire Díez, ex-militante socialista.
- Nele, Díez afirma que sua próxima conversa seria com a diretora da Guardia Civil, Mercedes González, dizendo que é “de minha confiança”.
- A reunião seria no dia 10 de dezembro de 2024, por volta de 16h30, em um despacho de advogados de Madri; a hora exata não está confirmada.
- A Unidade Central Operativa aponta que Díez manteve contato com a diretora e com outras pessoas para supostamente iniciar uma investigação interna contra a própria Guardia Civil.
- O caso é investigado pela Audiencia Nacional, em uma linha que apura uma possível trama para influenciar investigações envolvendo o PSOE, o governo e o entorno do presidente Pedro Sánchez.
A Justiça tem em mãos gravações que integram o sumário do caso Leire Díez, ex-militante do PS e ex-trabalhadora de empresas públicas. O material expõe viagens de Díez a encontros com a atual diretora da Guarda Civil, Mercedes González, com o objetivo de influenciar investigações internas. A denúncia envolve tentativas de interferir em apurações que impactam o Governo e o entorno do presidente Pedro Sánchez.
Segundo os audios, Díez buscou apoiar demandas para abrir uma investigação interna contra a Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil. O caso tramita na Audiencia Nacional, em fase de instrução, sem conclusão divulgada até o momento. O conteúdo é parte de uma investigação maior sobre suposta tramóia para influenciar apurações.
O áudio específico, identificado como yenes.m4a, tem duração de pouco mais de três horas e meia. Nele, Díez conversa com o empresário Javier Dolset, o advogado Jacobo Teijelo e o ex-capitán da UCO Juan Yepes, além da diretora. A UCO registrou que houve pelo menos três encontros entre Díez e González, segundo o sumário.
Detalhes do encontro entre Díez e a diretora
A gravação indica que a reunião ocorreu em 10 de dezembro de 2024, em Madrid, a uma hora estimada próxima das 16h30, em um escritório de advocacia. Os investigadores apontam que a finalidade seria instruir a direção a iniciar uma investigação interna contra a UCO.
A transcrição parcial revela uma conversa em que Díez afirma querer proteger alguém e obter respostas sobre quem, o quê, onde, quando e por quê. O diálogo também indica a intenção de manter contato com a diretora, que é descrita como pessoa de confiança pela ex-militante.
O material não se resume a uma única linha de diálogo: as mensagens entre Díez e González teriam incluído conversas por WhatsApp, com indícios de exclusão de mensagens. A investigação continua para confirmar a existência de provas físicas e a natureza das ligações entre as partes envolvidas.
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