- Ambua Lodge, localizado nos altos de Hela, Papua Nova Guiné, fica em uma região de conflitos tribais, mas atrai turistas pelas paisagens, natureza e cultura locais.
- Em dezembro, o primeiro-ministro James Marape visitou o lodge para destacar quatro décadas de investimento considerado seguro na área.
- A Trans Niugini Tours opera o Ambua Lodge e o Rondon Ridge, com guias locais; visitantes relatam ausência de problemas de segurança e boa experiência com cultura Huli e trilhas de observação de aves.
- A taxa de visitantes internacionais em Papua Nova Guiné teve alta de nove vírgula três por cento no primeiro semestre de 2025, sendo Australia e Ásia os principais emissores; o ministro do turismo vê grande potencial no setor.
- Betty’s Place, próxima ao Monte Wilhelm, oferece experiência cultural autêntica; a proprietária enfatiza a necessidade de apoio governamental para manter serviços como energia e água.
Ambua Lodge, no interior de Papua-Nova Guiné, surge em meio a uma região historicamente violenta. O hotel busca mostrar outra face do seu entorno, oferecendo paisagens, aventuras e cultura para visitantes internacionais. A iniciativa visa repensar a imagem de Hela, marcada por conflitos tribais.
O local recebe turistas de diversas partes do mundo há quatro décadas, buscando combinar hospedagem com atividades culturais. Em dezembro, o primeiro-ministro James Marape visitou o empreendimento para ressaltar o papel do investimento local na região.
Jayesh Naduvil, da Trans Niugini Tours, diz que tensões não atrapalham os visitantes, que chegam para observar os Wigmen de Huli, aves e trilhas ecológicas. Segundo ele, os guias da comunidade ajudam a evitar áreas de risco.
Trans Niugini também administra o Rondon Ridge, hotel de luxo na província ocidental, ligado à tribo Melpa. A empresa destaca que a comunidade reconhece benefícios do turismo e apoia o desenvolvimento local.
A indústria turística de PNG tem mostrado crescimento, com alta de 9,3% de visitantes internacionais no primeiro semestre de 2025, segundo a Pacific Tourism Organisation. Austrália e Ásia contam pela maior parte dos viajantes.
Betys Place e o turismo de montanha
A cerca de 250 km a leste de Hela, Mount Wilhelm reúne visitantes em Betty’s Place, base para a subida ao ponto mais alto do país. Ruth Higgins administra o local, que já recebeu turistas de várias nacionalidades.
Betty’s Place enfrentou desafios básicos, como água, luz e estradas, mas evoluiu para um polo de hospedagem de alto nível para montanhismo. A estrutura usa geradores, wifi via satélite e energia solar parcial.
Os visitantes apreciam a imersão na cultura melanesiana e na natureza da região. Ruth ressalta a importância da cultura local, das plantas endêmicas e das orquídeas de altitude para a experiência turística.
Ainda que reconheça avanços, Ruth pede apoio contínuo das autoridades para manter serviços essenciais, como energia e água, e para ampliar oportunidades econômicas para a comunidade local.
Robert Mads Anderson, viajante norte-americano citado pela imprensa, descreveu Bet Betty’s Place como um “lugar mágico” cercado por natureza, destacando a hospitalidade, a comida fresca e a truta local.
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