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Cuba enfrenta queda do turismo devido à redução de voos por falta de combustível

Cuba vive queda do turismo com suspensão de voos por falta de combustível; hotéis realocam funcionários e redesenham operações frente à crise energética

Turistas a bordo de automóviles clásicos recorren una calle de La Habana (Cuba), este sábado.
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  • Cuba enfrenta queda do turismo devido à escassez de combustível e à redução de voos internacionais.
  • Air Canada anunciou suspensão de operações até maio; Iberia mantém voos com devoluções e mudanças; Air Europa fará escala em Santo Domingo para reabastecer; Aeroméxico mantém operações.
  • Hotéis começaram a fechar ou a realocar funcionários para estabelecimentos com melhores condições diante da emergência energética.
  • Trabalhadores relatam férias forçadas, suspensão temporária de contratos e uso da “bolsa laboral” para reubicação, com incerteza sobre o futuro.
  • Em paralelo, surgem iniciativas privadas, como hotéis com autonomia energética via painéis solares, enquanto Varadero registra menor fluxo de turistas e queda de atividades.

O turismo cubano enfrenta uma nova piora causada pela queda de combustível e pela redução de voos internacionais. Houve suspensão de operações de várias companhias, agravando a crise econômica e o desequilíbrio no setor.

Aeroportos e aeroportuários confirmaram que a aviação comercial enfrenta escassez de combustível, levando ao adiamento ou congelamento de voos. Air Canada interrompe operações até maio; Iberia mantém frequência apenas com políticas de devolução e reimpresso de bilhetes; Air Europa fará escalas técnicas em Santo Domingo. Aeroméxico segue sem mudanças.

No país, empresas hoteleiras começaram a cortar atividades e realocar equipes para unidades de maior capacidade ou com melhor infraestrutura para enfrentar o apagão de combustível. O hotel Metropolis, no centro de Havana, já prepara o fechamento de áreas antes de operar, impactando cerca de dezenas de trabalhadores.

Impacto no setor e realocações

A crise energética levou ao fechamento temporário de estabelecimentos ainda sem operação plena, com trabalhadores remanejados para hotéis próximos, incluindo redes como Meliá Cohíba e Nacional de Cuba. Em Varadero, o maior destino de sol e praia, a redução de visitantes se traduz em ruas vazias, restaurantes com atendimento reduzido e queda de serviços.

Com a menor presença de turistas, sobretudo de mercados tradicionais, trabalhadores como garçone e guias passaram a enfrentar férias forçadas ou suspensão de contratos com garantia salarial limitada. Muitos recorrem à bolsa de trabalho interna para nova colocação temporária, enquanto outros buscam atividades no setor privado.

Enquanto o governo busca retomar operações, iniciativas privadas tentam reduzir impactos com soluções alternativas. Painéis solares e maior autonomia energética aparecem em imóveis de aluguel e pequenos empreendimentos turísticos, incluindo hotéis boutique próximos à Plaza de la Revolución.

A realidade atual aponta para um turismo mais dependente de visitantes de mercados variados e menos previsível, com queda de reservas e atraso na recuperação de Roger e Varadero. Proprietários de casas de aluguel relatam cancelamentos frequentes e renda irregular, reforçando a necessidade de adaptação do setor.

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