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Guerra de Trump contra o turismo provoca alterações nas políticas de viagem

Políticas de visto mais restritivas e endurecimento da imigração reduzem visitantes internacionais, pressionando o turismo e as expectativas para o Mundial

A view from inside a dim room looking through a large window at the Golden Gate Bridge under a blue sky with light clouds. In the foreground, the silhouettes of several people sit at a counter facing the window. Outside, an American flag waves on a tall pole next to a red, heart-shaped sculpture on an outdoor viewing deck.
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  • Em 2025, o número de visitantes internacionais aos EUA caiu 5,5% em relação ao ano anterior, com queda de 4,6% no gasto de turistas.
  • Os dados mostram o país como o único destino importante a registrar queda de visitantes no período, gerando déficit comercial no setor de turismo pela primeira vez desde 1999.
  • As razões incluem tarifas, linguagem de antagonismo comercial e medidas de controle de fronteira, como suspensão de vistos de turismo para 39 países e aumento de custos, incluindo tarifa de integridade de visto de 250 dólares.
  • Casos de detenção por autoridades de imigação, como os de cidadãos franceses, britânicos e alemães, têm alimentado críticas internacionais e prejudicado a imagem dos EUA como destino acolhedor.
  • Profissionais da indústria temem que o contexto afete eventos globais, como a Copa do Mundo, e apontam que as políticas de vistos costumam gerar atrasos e insegurança entre potenciais visitantes.

Durante o governo de Donald Trump, políticas de imigração e de vistos passaram a ser vistas como entraves ao turismo internacional. Dados de 2025 indicam queda no número de visitantes estrangeiros aos EUA e queda de gastos no setor, em contraste com o crescimento global do turismo.

Relatórios do World Travel and Tourism Council mostram que, em 2025, as visitas internacionais aos EUA recuaram 5,5% frente ao ano anterior, enquanto os gastos caíram 4,6%, quase US$ 9 bilhões. O turismo global, pelo contrário, cresceu 6,7%.

A distância entre Estados Unidos e alguns mercados ficou evidente: Canadá teve queda de 22% nas visitas, Europa reduziu visitas de alemães e franceses, e o turismo para Las Vegas diminuiu. A impressão é de um país menos receptivo para visitantes.

A situação está ligada a medidas adotadas pela administração, incluindo suspensão de vistos de turismo para 39 países e exigência de entrevistas presenciais e checagem de redes sociais. As filas e atrasos alimentam a percepção de burocracia.

Números recentes apontam ainda a adoção de novas tarifas para parques nacionais e a criação de uma taxa adicional de 250 para vistos de turismo, elevando o custo total de emissão de vistos para 435. Tais medidas já ampliam a percepção de restrições.

Casos de ICE chamam atenção internacional. Relatos de detenções de estrangeiros com vistos válidos, ou de residentes legais, foram recebidos com repercussão no exterior e alimentam a narrativa de políticas de endurecimento.

Entre os casos divulgados estão prisões de cidadãos franceses, britânicos e alemães em diferentes circunstâncias, com críticas a práticas de detenção prolongada e a aplicação retroativa de regras. As histórias ganharam espaço em veículos internacionais.

Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que o impacto no turismo não resulta apenas de fatores políticos, mas também da experiência de viajantes com checagens de fronteira mais rigorosas e de custos adicionais, que afastam potenciais visitantes.

A indústria de hospitalidade, companhias aéreas e trabalhadores do setor relatam queda de reservas, cancelamentos de voos e demissões ligadas à menor demanda internacional. O efeito é sentido em várias regiões, incluindo áreas com forte dependência turística.

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