- Waymo defendeu o uso de assistentes remotos para seus robotáxis após depoimento de executivo em uma audiência no Senado que viralizou.
- O chefe de operações globais, Ryan McNamara, informou que existem cerca de setenta agentes de assistência remota em funcionamento, metade nos EUA e metade nas Filipinas; eles não controlam nem dirigem o veículo, apenas oferecem orientação quando solicitados pelo sistema de direção autônoma.
- Os agentes filipinos são licenciados, falam inglês, passam por exames e recebem treinamento específico; a latência é de aproximadamente 150 milissegundos nos centros dos EUA e 250 milissegundos no atendimento remoto no exterior.
- As assistências remotas ajudam em tarefas como checagens de ocupação ou limpeza e sugerem rotas para evitar obstáculos; há também a Equipe de Resposta a Eventos em casos de acidente, com todos os integrantes baseados nos EUA.
- McNamara afirmou que não há números públicos de sessões invocadas por milha e que a empresa registra com rigor a frequência dessas solicitações, destacando que o modelo da Waymo é diferente de outros players que dependem de motoristas remotos para dirigir.
Waymo afirma não usar motoristas remotos para controlar os veículos. A empresa defende que seus assistentes remotos apenas dão conselhos pontuais ao sistema de condução autônoma, sem dirigir ou guiar o carro. A resposta foi publicada em carta ao senador Ed Markey.
Em audiência no Senado, Mauricio Peña, chefe de segurança da Waymo, foi questionado sobre a presença de trabalhadores remotos no exterior. A carta de resposta detalha que há cerca de 70 agentes de assistência remota ativos, com metade no Brasil e nos EUA, e a outra metade nas Filipinas, segundo a empresa.
O que a Waymo afirma
A carta descreve que os agentes não controlam o veículo nem assistem em tempo real às imagens de câmeras. O sistema de condução autônoma aciona a assistência remota apenas em situações ambíguas para obter contexto adicional, com duração normalmente de poucos segundos.
Afirmou-se que os agentes filipinos são motoristas licenciados, falam inglês, passam por exames de drogas e recebem treinamento específico. A latência entre o veículo e o assistente remoto é apresentada como baixa, cerca de 150 milissegundos para centros nos EUA e 250 milissegundos para assistência remota no exterior.
Contexto e desdobramentos
Waymo também explicou as funções distintas de sua Equipe de Resposta a Eventos e a assistência remota. A ERT atua em caso de acidente ou incidente de segurança, com membros baseados nos EUA e treinamento especial.
Segundo o documento, o uso de assistência remota abrange tarefas como checagens simples de ocupação ou de limpeza, e a empresa não disponibiliza número total de sessões invocadas por milha, mantendo registros detalhados. A empresa reforça que o objetivo é redundância de segurança, não controle remoto contínuo.
Implicações e críticas
Especialistas destacam que, embora não haja direção remota constante, há debate sobre a segurança desse modelo. Um expoente da Carnegie Mellon afirmou que a discussão não é a existência de assistentes, mas a validade do conceito de segurança. Observadores também destacam a necessidade de supervisão independente para verificar práticas no terreno.
A Waymo enfrenta escrutínio acentuado após incidentes anteriores, como interrupções de energia em San Francisco e um atropelamento leve em Santa Mônica. Em 2024, a empresa informou que um semáforo em vermelho foi acionado por um prompt incorreto de assistência remota.
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