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São Paulo cria lei em homenagem a cão que ficou no túmulo do dono por 10 anos

Nova lei em São Paulo autoriza sepultamento conjunto de pets com familiares, em homenagem ao cão Bob Coveiro

Bob Coveiro.
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  • Lei de São Paulo permite sepultamento de cães e gatos ao lado de seus tutores em jazigos e terrenos de família.
  • A norma, informalmente chamada de Lei Bob Coveiro, foi sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas.
  • A homenagem se baseia no cão Bob, que permaneceu ao lado do túmulo da antiga tutora por dez anos, em Taboão da Serra; ela faleceu em dois mil e onze.
  • Bob morreu em dois mil e vinte e um, após ser atingido por uma motocicleta; o animal foi enterrado junto à tutora após decisão da prefeitura.
  • A lei busca uma opção digna e acessível à cremação, já adotada por outros estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A lei paulista que leva o nome do cão Bob Coveiro foi sancionada nesta semana pelo governador de São Paulo. O texto reconhece o vínculo emocional entre tutores e seus animais de estimação e permite que cães e gatos sejam enterrados em jazigos e lotes familiares de titularidade das famílias. A iniciativa é comumente chamada de Lei Bob Coveiro, em referência ao cão que acompanhou a morte de sua tutora.

Bob Coveiro ficou ao lado do túmulo de sua antiga donos por 10 anos, em Taboão da Serra, cidade da Região Metropolitana de São Paulo. A tutora faleceu em 2011 e o animal recusou-se a deixar o cemitério. Relatos indicam que, apesar de tentativas de remoção, o cão retornava ao local e foi adotado pela equipe do cemitério, recebendo alimentação, banho e vacinação.

O histórico de Bob ganhou notoriedade nacional. Em 2021, ele morreu após ser atropelado por uma moto, gerando comoção pública. Sem legislação específica, a prefeitura de Taboão da Serra permitiu excepcionalmente o enterro do cão ao lado da antiga proprietária. A partir de então, tramita a nova norma no estado.

Assinatura, finalidade e impacto

O governo estadual afirma que a lei cria uma alternativa digna e mais acessível à cremação, cujos custos costumavam levar famílias a optar por opções inadequadas. Além de cães e gatos, a norma autoriza o sepultamento em jazigos ou planos familiares vinculados aos tutores.

O projeto foi elaborado por autoridades da base governista e integra propostas sobre bem-estar animal. Um dos proponentes, o deputado Eduardo Nóbrega, destacou que a medida reconhece que o pet é família. A lei entra em vigor conforme a regulamentação subsequente.

Contexto e panorama nacional

São Paulo não é o único estado a permitir o enterro de animais ao lado de tutores; Rio de Janeiro e Santa Catarina já têm legislação nesse sentido. Um projeto federal tramita na Câmara desde 2023. Em Apucarana, Paraná, uma lei semelhante enfrentou oposição em 2024, mas acabou aprovada.

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