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Nova regra aprovada pela Câmara afrouxa punições a partidos

Câmara aprova lei que reduz sanções a partidos com contas rejeitadas, fixa multa de até R$ 30 mil e pagamento em até 180 meses

Sessão da Câmara desta terça-feira (19) que aprovou o afrouxamento de punições a partidos. (Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que afrouxa punições para partidos com contas rejeitadas, e o texto segue para o Senado.
  • A multa máxima passa a ser de 30 mil reais, independentemente do valor irregular.
  • Débitos com a União podem ser quitados em até 180 meses; o Fundo Partidário pode ser usado para pagar juros e encargos.
  • O prazo para julgamento das prestações de contas cai de cinco para três anos; se não houver decisão nesse período, o processo é extinto por prescrição.
  • Durante o período eleitoral, não haverá suspensão de repasses nem bloqueio de recursos; partidos podem disputar as eleições mesmo com contas rejeitadas.

Nesta terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que reduz sanções a partidos com contas rejeitadas. O texto segue para o Senado e entra em vigor apenas após aprovação.

Redução do teto de multas

A proposta fixa a multa máxima em R$ 30 mil, independentemente do valor irregular apurado pela Justiça Eleitoral. Hoje, a punição pode chegar a 20% do montante irregular.

Parcelamento de dívidas com a União

O projeto amplia o prazo para quitar débitos: de 12 meses para até 180 meses. Também autoriza que o Fundo Partidário seja usado para pagar juros e encargos dessas dívidas.

Julgamento das prestações de contas

O texto reduz o prazo para conclusão das contas de cinco para três anos. Se não houver decisão nesse período, o processo pode ser extinto por prescrição, beneficiando partidos e candidatos.

Regras durante o pleito

A proposta proíbe suspensão de repasses durante o semestre eleitoral. Mesmo com contas rejeitadas, o partido pode participar das eleições, mantendo o acesso a financiamento de campanha.

Outras mudanças previstas

Entre as inovações, o projeto autoriza mensalidades em universidades partidárias próprias e envio de propaganda por SMS/WhatsApp com opção de descadastramento. Críticos apontam riscos de conivência com funcionários fantasmas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem correspondente.

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