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Ibovespa recua com forte queda de Petrobras, que perde quase 5% na bolsa

A Petrobras enfrenta queda nas ações após lucros positivos, mas dividendos abaixo das expectativas geram descontentamento entre investidores

Magda Chambriard, presidente da Petrobras (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • As ações da Petrobras caíram até 7% nesta sexta-feira, 8, após resultados financeiros abaixo das expectativas do mercado.
  • O lucro líquido da empresa no segundo trimestre de 2025 foi de R$ 26,7 bilhões, revertendo um prejuízo de R$ 2,6 bilhões do ano anterior.
  • O anúncio de dividendos de R$ 8,66 bilhões foi considerado insuficiente, gerando descontentamento entre investidores.
  • O EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 5%, totalizando 10,2 bilhões de dólares.
  • A Petrobras enfrenta desafios para equilibrar investimentos e retornos aos acionistas, com a dívida líquida aumentando para 58,6 bilhões de dólares.

As ações da Petrobras sofreram uma queda significativa nesta sexta-feira, 8, com desvalorização de até 7% após a divulgação de resultados financeiros que não atenderam às expectativas do mercado. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava queda de 0,15% no mesmo período. As ações ordinárias (PETR3) caíram 5%, enquanto as preferenciais (PETR4) desvalorizaram 3,78%.

No segundo trimestre de 2025, a Petrobras reportou um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões, revertendo um prejuízo de R$ 2,6 bilhões do ano anterior. Apesar do resultado positivo, o anúncio de dividendos de R$ 8,66 bilhões foi considerado abaixo das expectativas, gerando descontentamento entre os investidores. O Itaú BBA destacou que os dividendos ordinários de 1,6 bilhão de dólares ficaram aquém das estimativas de 1,9 bilhão de dólares.

Análise do Mercado

A reação negativa do mercado também se deve ao EBITDA, que apresentou uma queda de 5%, totalizando 10,2 bilhões de dólares. Fabiano Vaz, analista da Nord Investimentos, apontou que o volume de dividendos abaixo do esperado reflete um resultado operacional mais fraco e um aumento no Capex, que atingiu R$ 25,1 bilhões. Além disso, a Petrobras anunciou investimentos em setores de baixa rentabilidade, como a distribuição de gás de cozinha.

O BTG Pactual reconheceu que, embora os resultados tenham ficado abaixo das expectativas, a Petrobras ainda possui oportunidades de reclassificação positiva no futuro. A dívida líquida da empresa aumentou para 58,6 bilhões de dólares, o que pode limitar a capacidade de pagamento de dividendos extraordinários.

Expectativas Futuras

O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, atribuiu a insatisfação do mercado ao volume de dividendos, ressaltando que a reação deve ser temporária. Ele afirmou que a capacidade de pagar dividendos adicionais dependerá da geração de caixa e do preço do petróleo. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apoiou a decisão de não distribuir dividendos extraordinários, defendendo que os lucros devem ser reinvestidos na empresa.

Com o barril de petróleo tipo Brent negociado a uma média de 67,82 dólares, a Petrobras enfrenta desafios para equilibrar investimentos e retornos aos acionistas. A política de dividendos da empresa estabelece que, em caso de endividamento controlado, deve-se distribuir 45% do fluxo de caixa livre, buscando um equilíbrio entre retorno aos investidores e reinvestimento na companhia.

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