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Fabricante suíça de jatinhos suspende exportações para os EUA e beneficia Embraer

Embraer se beneficia da suspensão de entregas da Pilatus e BTG Pactual recomenda compra de ações com potencial de alta de 28%

Ações operam próximas das duas máximas históricas (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
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  • A Embraer foi isenta de tarifas de 40% para exportação aos Estados Unidos, que poderiam afetar suas vendas.
  • A concorrente Pilatus suspendeu entregas de jatos executivos nos EUA devido a uma taxa de 39%.
  • A suspensão pode aumentar a demanda pelo modelo Phenom 300E da Embraer, principal concorrente do PC-24 da Pilatus.
  • O banco BTG Pactual recomenda a compra das ações da Embraer, com preço-alvo de US$ 75 para os ADRs negociados na NYSE.
  • A Embraer, com produção em Melbourne, Flórida, se beneficia da isenção e da presença local em um mercado importante.

A Embraer (EMBR3) recebeu uma importante isenção de tarifas que poderia impactar suas vendas nos Estados Unidos, onde enfrentava a possibilidade de uma sobretaxa de 40% para exportação. Essa mudança ocorre em um contexto em que a concorrente suíça Pilatus suspendeu as entregas de seus jatos executivos PC-12 e PC-24 no mercado americano, devido a uma taxa de 39%.

A suspensão das entregas da Pilatus pode beneficiar diretamente a Embraer, especialmente seu modelo Phenom 300E, que é o principal concorrente do PC-24. O banco BTG Pactual destacou que essa situação pode aumentar a demanda pelo Phenom 300E, reforçando o bom momento comercial da Embraer. A empresa brasileira mantém sua produção totalmente localizada em Melbourne, Flórida, o que a protege das novas tarifas.

Além disso, o BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra das ações da Embraer, que estão próximas de sua máxima histórica. O banco estabeleceu um preço-alvo de US$ 75 para os ADRs negociados na NYSE, o que representa um potencial de alta de 28% em relação ao fechamento da última sexta-feira, 8 de setembro.

A exclusão da Embraer e da Airbus das tarifas pode criar um precedente que a Pilatus tentará reverter no futuro. A Pilatus, que depende fortemente do mercado americano, enfrenta um cenário desafiador, já que cerca de metade de suas vendas provém de sua subsidiária na Suíça. A combinação de barreiras à concorrência e a presença local da Embraer deve fortalecer sua posição em um dos mercados mais lucrativos da aviação executiva.

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