- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve registrar inflação entre 0,31% e 0,37% em julho, segundo projeções do mercado financeiro.
- O resultado será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa uma aceleração em relação ao mês anterior, que foi de 0,24%.
- A pressão sobre o índice é causada principalmente pelo aumento das tarifas de energia elétrica e passagens aéreas, mas a deflação em alimentos e bens industriais deve moderar o impacto.
- Para agosto, as projeções indicam deflação de -0,11%, influenciada pela energia elétrica, com expectativa de alta de 0,49% em setembro.
- A inflação acumulada no ano é de 3,26% e, nos últimos 12 meses, chega a 5,23%, superando a meta do Banco Central.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve registrar uma inflação entre 0,31% e 0,37% em julho, segundo projeções do mercado financeiro. O resultado será divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, e representa uma aceleração em relação ao mês anterior, que foi de 0,24%. No acumulado de 12 meses, a inflação deve ficar entre 5,31% e 5,34%.
A pressão sobre o índice é atribuída principalmente ao aumento das tarifas de energia elétrica e das passagens aéreas. Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, destaca que esses fatores impactam diretamente o bolso do consumidor. Contudo, a deflação em alimentos e bens industriais deve ajudar a moderar o índice. O item Alimentação em domicílio deve apresentar uma deflação de -0,51%, impulsionada pela queda nos preços de tubérculos e outros produtos in natura.
Expectativas para Agosto
Para agosto, as projeções indicam uma deflação de -0,11%, influenciada pela energia elétrica, que, apesar da bandeira tarifária vermelha 2, deve apresentar um bônus de Itaipu nas contas. Heliezer Jacob, economista do C6 Bank, explica que essa redução será temporária, já que em setembro a expectativa é de alta de 0,49% devido à mudança na bandeira tarifária.
Os economistas observam que a inflação está perdendo ritmo, refletindo os efeitos persistentes dos juros elevados e a normalização da cadeia de oferta de alimentos. Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos, ressalta que a desaceleração de itens relevantes para a política monetária, como serviços intensivos em mão de obra, também contribui para esse cenário.
Impactos Regionais
No recorte regional, São Paulo deve apresentar a maior variação, devido aos aumentos nas tarifas de energia e passagens aéreas. Em contraste, Campo Grande pode registrar deflação, influenciada pela queda nos preços de alimentos e energia. A inflação acumulada no ano é de 3,26%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 5,23%, superando a meta do Banco Central.
Entre na conversa da comunidade