- A Natura (NATU3) reportou lucro líquido de R$ 195,1 milhões no segundo trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 122,7 milhões do ano anterior.
- O EBITDA foi de R$ 675,1 milhões, comparado a uma cifra negativa de R$ 6,9 milhões no mesmo período de 2024.
- A receita líquida totalizou R$ 5,7 bilhões, com uma leve queda de 1,7% em relação ao ano passado.
- O lucro das operações na América Latina foi de R$ 445 milhões, superando o prejuízo de R$ 872,8 milhões do ano anterior.
- A dívida líquida da empresa alcançou R$ 4 bilhões, com alavancagem de 2,18 vezes em relação ao EBITDA.
A Natura (NATU3) anunciou um lucro líquido de R$ 195,1 milhões no segundo trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 122,7 milhões do mesmo período do ano anterior. O resultado considera as operações da Avon fora da América Latina, que foram reclassificadas como “mantidas para venda”. O CEO João Paulo Ferreira destacou a alta probabilidade de venda dos ativos da Avon nos próximos 12 meses.
O lucro das operações continuadas na América Latina foi de R$ 445 milhões, superando o prejuízo de R$ 872,8 milhões registrado um ano antes. O EBITDA alcançou R$ 675,1 milhões, em contraste com a cifra negativa de R$ 6,9 milhões do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 5,7 bilhões, apresentando uma leve queda de 1,7% em relação ao ano passado.
O crescimento de 10,3% da Natura Brasil e de 17,8% da marca Natura na Hispana ajudou a compensar o desempenho negativo da Avon no Brasil, que caiu 12,9%. A administração da Natura reconheceu que ainda há desafios pela frente, especialmente com a conclusão do projeto Onda 2, que visa integrar as operações da Avon e simplificar sistemas.
A margem bruta da Natura foi de 66,4%, ligeiramente acima da registrada no segundo trimestre do ano passado, mas inferior aos 67,4% do primeiro trimestre de 2025. O aumento de mais de 4% no custo de mercadorias vendidas, que totalizou R$ 3,6 bilhões, impactou os resultados. As despesas operacionais permaneceram praticamente estáveis, com um aumento de apenas 0,2%.
A dívida líquida da Natura alcançou R$ 4 bilhões, resultando em uma alavancagem de 2,18 vezes em relação ao EBITDA. O fluxo de caixa livre das operações continuadas ficou negativo em R$ 9 milhões no primeiro semestre, embora tenha melhorado em relação ao déficit de R$ 1,2 bilhão do ano anterior. A companhia continua a trabalhar na transformação e simplificação de suas operações, com expectativas de redução de custos em 2025.
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