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Seguros ajudam empresas a minimizar danos causados pelas mudanças climáticas

Desastres climáticos causam prejuízos de R$ 150 bilhões e apenas 10% das empresas têm seguros para se proteger contra esses eventos.

Com desastres climáticos cada vez mais frequentes, empresas precisam se preocupar com seguros adequados (Foto: Yang/Getty Images)
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  • O Brasil registrou um aumento de 222% nos desastres climáticos relacionados a chuvas nos últimos anos.
  • Entre 2023 e 2024, mais de 1.300 municípios enfrentaram secas severas, resultando em prejuízos de R$ 150 bilhões.
  • Apenas 10% das empresas utilizam seguros paramétricos para se proteger contra esses eventos.
  • A tragédia no Rio Grande do Sul causou perdas de R$ 89 bilhões, com apenas R$ 6 bilhões cobertos por seguros.
  • O setor de seguros precisa se adaptar rapidamente às mudanças climáticas e aumentar a conscientização sobre a importância da proteção contra desastres.

Desastres climáticos no Brasil: impacto econômico e lacuna de seguros

Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um aumento alarmante nos desastres climáticos, com um crescimento de 222% nos eventos relacionados a chuvas. Entre 2023 e 2024, mais de 1.300 municípios sofreram com secas severas, resultando em prejuízos que ultrapassam R$ 150 bilhões. A situação é crítica, com apenas 10% das empresas utilizando seguros paramétricos para se proteger contra esses eventos.

Dados da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam um aumento de 30% nas ondas de calor e 40% na frequência de vendavais nos últimos anos. Em três anos, o Brasil registrou mais de 4 mil incidentes relacionados às mudanças climáticas, e a expectativa é que esse número continue a crescer. Talita Ferrari, diretora comercial de Especialidades da Wiz Corporate, destaca que “não há como ignorar: a conta chegou”.

A tragédia no Rio Grande do Sul exemplifica a gravidade da situação, com prejuízos de R$ 89 bilhões, dos quais apenas R$ 6 bilhões estavam cobertos por seguros. Em comparação, a lacuna global é de 62%, com catástrofes climáticas causando perdas de US$ 280 bilhões e apenas US$ 108 bilhões assegurados.

A importância dos seguros

A diretora ressalta que o setor de seguros precisa se adaptar rapidamente ao aumento desses eventos climáticos. Os seguros específicos para desastres já estão disponíveis, mas a mensuração de riscos e a precificação das apólices ainda são desafios. Talita enfatiza a necessidade de aumentar a conscientização sobre a importância dos seguros voltados para desastres climáticos, tanto para empresas quanto para indivíduos.

Os seguros paramétricos, que oferecem ressarcimento baseado em parâmetros específicos, como intensidade de chuvas ou velocidade do vento, têm potencial de crescimento. Atualmente, 30% das empresas do setor agrícola têm acesso a esse tipo de seguro, enquanto apenas 10% das demais empresas podem utilizá-lo. As vantagens incluem pagamentos mais rápidos e alívio financeiro imediato, essenciais em tempos de crise climática.

Diante de dados alarmantes, a necessidade de proteção contra desastres climáticos se torna cada vez mais evidente. O setor de seguros deve se preparar para um futuro em que as mudanças climáticas impactarão todos os segmentos da economia.

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