- O Bradesco estima uma redução de 4 bilhões de dólares nas exportações brasileiras nos próximos 12 meses devido ao aumento das tarifas dos Estados Unidos para 50%.
- A guerra comercial começou em abril, quando tarifas de 10% foram anunciadas.
- Setores dependentes do mercado americano enfrentarão desafios significativos, com impactos até 2026.
- Produtos como petróleo e suco de laranja estão isentos das novas tarifas, enquanto aço e alumínio enfrentam tarifas globais.
- A pesquisa utilizou inteligência artificial para avaliar a capacidade de realocação dos produtos brasileiros em mercados alternativos.
O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras se intensificou. O Bradesco estima uma redução de 4 bilhões de dólares nas vendas externas do Brasil nos próximos 12 meses, devido ao aumento das tarifas para 50%. Essa situação resulta da guerra comercial iniciada em abril, quando o governo Trump anunciou tarifas de 10% sobre produtos brasileiros.
O relatório do Bradesco destaca que, apesar dos efeitos macroeconômicos serem limitados, setores mais dependentes do mercado americano enfrentarão desafios significativos. A maior parte das consequências será sentida até 2026. Produtos como petróleo, suco de laranja e algumas manufaturas de madeira estão isentos das novas taxas, enquanto commodities como aço e alumínio enfrentam tarifas globais, o que pode levar a uma realocação de compradores.
A pesquisa utilizou inteligência artificial para avaliar a capacidade de realocação dos produtos brasileiros em mercados alternativos. Os produtos foram classificados em cinco níveis, variando de 10% a 90% de capacidade de substituição, com base em características estruturais. Essa análise é crucial para entender como o Brasil pode mitigar as perdas nas exportações.
A guerra comercial se agravou em julho, quando as tarifas foram elevadas para 50%. Inicialmente, a perda estimada com as tarifas de 10% era de 2 bilhões de dólares, um valor considerado baixo em comparação aos 340 bilhões de dólares exportados pelo Brasil em 2024. Sem a possibilidade de redirecionamento para novos mercados, a perda poderia chegar a 15 bilhões de dólares em um ano.
Entre na conversa da comunidade