- Desde 2019, o mercado imobiliário dos Estados Unidos enfrenta desafios, com aumento nos preços das casas e taxas de juros.
- Um relatório da Realtor.com indica que o poder de compra dos compradores caiu em $27.000, reduzindo o preço máximo acessível para $298.000 em 2025.
- Apesar de um aumento de 16% nos salários, a participação de listagens acessíveis caiu de 55,7% para 28%.
- O preço médio das casas subiu para $439.450, enquanto as taxas de hipoteca aumentaram de 4% para 6,74%.
- A desigualdade entre proprietários e locatários cresceu, com os proprietários detendo quase 43 vezes a riqueza dos locatários.
Desde 2019, o mercado imobiliário dos Estados Unidos enfrenta desafios significativos, com o aumento dos preços das casas e das taxas de juros, afetando a acessibilidade para compradores de primeira viagem. Um novo relatório da Realtor.com revela que o poder de compra dos compradores caiu em $27.000, reduzindo o preço máximo acessível para $298.000 em 2025, em comparação com $325.000 em 2019.
Apesar de um aumento de 16% nos salários durante esse período, a participação de listagens acessíveis para quem ganha a renda média nacional caiu de 55,7% para 28%. O preço médio das casas subiu para $439.450, refletindo a combinação de preços em alta e taxas de hipoteca crescentes, que passaram de 4% em 2019 para 6,74% em 2025.
Impacto no Mercado
A análise da Realtor.com, que utilizou dados do Censo dos EUA, mostra que o poder de compra nacional caiu 8,3% desde 2019. As maiores quedas foram observadas nas cinco maiores áreas metropolitanas do país, enquanto apenas seis regiões registraram aumento no poder de compra. A área metropolitana de Cleveland, por exemplo, viu um aumento de 4,4% ou $11.000.
Com a diminuição das opções para os compradores de renda média, o mercado habitacional está ampliando a disparidade entre os que possuem e os que não possuem. O número de compradores de primeira viagem atingiu níveis historicamente baixos, e aqueles que conseguem adquirir imóveis são, em sua maioria, mais ricos e mais velhos, frequentemente dependendo de ajuda financeira familiar.
Desigualdade Crescente
Atualmente, os proprietários detêm quase 43 vezes a riqueza dos locatários, um aumento em relação a 39 vezes em 2022. Essa crescente desigualdade destaca como o mercado favorece aqueles que já possuem patrimônio, dificultando ainda mais a competição para compradores menos favorecidos.
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