- A inflação central no Japão caiu para 3,1% em julho, após registrar 3,3% em junho, superando a expectativa de 3% dos economistas.
- A inflação do arroz diminuiu de 100,2% para 90,7%.
- A inflação “core-core”, que exclui alimentos frescos e energia, permaneceu em 3,4%.
- O Banco do Japão revisou suas previsões de inflação para 2025, aumentando a expectativa de 2,2% para 2,7% na inflação central.
- O comércio exterior apresentou resultados mistos, com uma queda significativa nas exportações, e um acordo foi firmado com os Estados Unidos para reduzir tarifas de 25% para 15%.
A inflação no Japão apresentou uma leve desaceleração em julho, com a taxa central caindo para 3,1%, após registrar 3,3% em junho. Esse resultado superou as expectativas de economistas, que previam uma inflação de 3%. A inflação do arroz, que havia atingido níveis alarmantes, também diminuiu, passando de 100,2% para 90,7%.
Os dados mais recentes indicam que a inflação geral do país se manteve em 3,1%, enquanto a chamada inflação “core-core”, que exclui alimentos frescos e energia, permaneceu estável em 3,4%. O preço médio de um pacote de cinco quilos de arroz nos supermercados foi de 3.737 ienes (aproximadamente 25,34 dólares) na semana de 4 de agosto, após ter alcançado um pico de 4.285 ienes.
Expectativas do Banco do Japão
O Banco do Japão (BOJ) revisou suas previsões de inflação, elevando as expectativas para 2025. A nova projeção para a inflação central foi ajustada de 2,2% para 2,7%, enquanto a expectativa para a inflação “core-core” subiu de 2,3% para 2,8%. Essas mudanças refletem um cenário econômico em evolução, após um crescimento inesperado de 0,3% no segundo trimestre.
Entretanto, o comércio exterior japonês apresentou resultados mistos em julho, com uma queda acentuada nas exportações, a mais significativa em mais de quatro anos. As remessas para os Estados Unidos e China, os dois maiores mercados do Japão, diminuíram. Em um esforço para melhorar as relações comerciais, o Japão firmou um acordo com os Estados Unidos em 22 de julho, reduzindo a tarifa recíproca de 25% para 15%.
Esses dados e eventos refletem um panorama econômico complexo, onde a inflação e o comércio exterior desempenham papéis cruciais nas decisões do Banco do Japão e nas expectativas do mercado.
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