- Grupos da indústria alimentícia dos Estados Unidos pedem isenções das tarifas impostas pelo governo.
- Eles argumentam que produtos essenciais, como frutos do mar e vegetais, não podem ser cultivados a preços acessíveis no país.
- A National Fisheries Institute informa que 85% do consumo de pescados nos EUA depende de importações, com um déficit comercial de US$ 24 bilhões em 2022.
- A International Fresh Produce Association destaca que as importações de frutas e vegetais frescos somam US$ 36 bilhões, com o México como principal fornecedor.
- O secretário de comércio dos EUA, Howard Lutnick, sugere que produtos não produzidos no país, como café e frutas tropicais, poderiam ser isentos das tarifas.
Grupos da indústria alimentícia dos Estados Unidos estão solicitando isenções das tarifas impostas pelo governo, alegando que produtos essenciais, como frutos do mar e vegetais, não podem ser cultivados a preços acessíveis no país. Essa pressão surge após o aumento das tarifas, que elevou a taxa efetiva de importação ao nível mais alto em décadas, impactando o comércio global.
A National Fisheries Institute, que representa o setor de frutos do mar, destaca que 85% do consumo de pescados nos EUA depende de importações. Gavin Gibbons, diretor de estratégia da entidade, afirma que as águas americanas estão exploradas em seu limite sustentável, dificultando a expansão da aquicultura. Em 2022, o déficit comercial em pescados atingiu US$ 24 bilhões.
Além disso, a International Fresh Produce Association (IFPA) informa que as importações de frutas e vegetais frescos somam US$ 36 bilhões, com o México sendo o maior fornecedor. Rebeckah Adcock, vice-presidente da IFPA, pede que esses produtos sejam excluídos das tarifas. A National Restaurant Association também alertou que os preços dos cardápios subirão se as tarifas forem aplicadas a ingredientes cultivados apenas sazonalmente nos EUA.
Desafios e Oportunidades
Nicole Bivens Collinson, do escritório Sandler, Travis & Rosenberg, ressalta que o processo de exclusão tarifária para alimentos pode ser complicado, devido à falta de regras claras. Embora algumas isenções possam ocorrer, como no acordo comercial com a Indonésia, a maioria dos produtos alimentícios ainda enfrenta tarifas elevadas.
O secretário de comércio dos EUA, Howard Lutnick, sugeriu que recursos naturais não produzidos no país, como café e frutas tropicais, poderiam ser isentos. Contudo, a pressão por isenções é crescente, com a Food Industry Association alertando que sem elas, os preços dos alimentos aumentarão significativamente. A análise da FMI indica que a dependência de importações, como no caso dos pepinos, saltou de 35% em 1990 para quase 90% hoje.
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